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21 dezembro 2021

Quando a solidariedade é nossa chance de cura

 Pietro foi diagnosticado com leucemia e recebemos a notícia que ele precisava de um transplante de medula, éramos somente 750 mil doadores cadastrados no Brasil. Precisávamos de um doador compatível com ele e a solidariedade das pessoas era a nossa chance de cura. Durante nossa luta, como deputado federal, apresentei o projeto de lei para instituir a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea. O Pietro não encontrou um doador e faleceu em 2009. Um dia após a sua perda, foi sancionada a Lei que instituiu a semana entre os dias 14 e 21 de dezembro para ações de conscientização e mobilização. A luta pela vida não podia parar. Nestes anos sem o Pietro avançamos muito, quebrando a barreira da desinformação que ainda impedia muita gente de tomar a iniciativa de realizar este ato de solidariedade a quem precisa de ajuda para continuar vivendo. Hoje somos mais de 5,4 milhões de pessoas cadastradas no banco de doadores. E a cada novo cadastro, o coração de quem espera se enche de esperança.

Um doador compatível é quase um alfinete no palheiro, pode existir um em cada 100 mil pessoas cadastradas. Por isso, a luta é diária para buscar mais doadores. Como pai que perdeu um filho não posso entender a decisão do Ministério da Saúde que limitou a solidariedade ao restringir o número de cadastros/ano do Brasil, de 300 mil para 149 mil, e a idade máxima para se cadastrar, de 55 anos para 34 anos e 11 meses. Aqui no RS, que antes podíamos cadastrar 21 mil pessoas/ano, hoje são apenas 6 mil candidatos/ano à doação.

Nesta terça-feira encerramos a XIII Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que neste ano contou com a parceria da OAB/RS e do Hemocentro. Se a solidariedade passou a ter limite, a esperança é infinita e se renova. A semana encerrou, mas a nossa luta e a busca de quem precisa de um doador compatível segue. Por isso, não espere a notícia de que alguém próximo precisa de transplante para ser solidário. Tornar-se um candidato a doação é muito simples: basta procurar o Hemocentro mais próximo. A solidariedade cura. A solidariedade salva vidas!

Por Beto Albuquerque*

Presidente do Instituto Pietro-Doe Medula*

07 outubro 2016

Perseguir resultados

Integrante da delegação da Alemanha na Olimpíada realizada no Rio de Janeiro, o técnico de canoagem Stefan Henze não foi vítima de um ataque terrorista como se temia antes dos jogos. Foi mais uma estatística da violência no trânsito que atinge 50 mil pessoas todos os anos e coloca o País como um dos quatro que mais matam nas cidades e rodovias. Já em relação à Paralimpíada, conforme noticiado, praticamente um em cada cinco atletas brasileiros tem deficiência causada por acidente de automóvel. Reduzir o número de mortes e lesões no trânsito é um problema de toda a sociedade. Os acidentes podem ser evitados, uma vez que 90% deles são causados pelo fator humano. As consequências são danosas não apenas em termos emocionais às famílias das vítimas, mas também do ponto de vista do atendimento hospitalar e econômico, já que 60% dos leitos destinados a traumatizados no País são ocupados por vítimas de acidentes.
Apresentamos um projeto de lei, que tramita no Senado, para reduzir à metade, em 10 anos, o índice de mortos no trânsito. O projeto determina que as políticas públicas do Sistema Nacional de Trânsito sobre segurança deverão voltar-se prioritariamente ao cumprimento de metas anuais de redução de mortes por grupo de veículos e de habitantes, ambos apurados por estado. O Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito deverá ser elaborado em conjunto pelos órgãos de saúde, trânsito, transportes e Justiça. O estabelecimento de metas pelo Conselho Nacional de Trânsito é fundamental para traçar um diagnóstico dos acidentes. É preciso reduzir de maneira urgente e obstinada os alarmantes índices de mortes nas ruas e estradas. Precisamos conscientizar o cidadão de sua responsabilidade no trânsito, valorizando ações do cotidiano, o planejamento, a fiscalização e a educação. Vivemos um momento político e econômico onde é necessário perseguir resultados que poupem vidas.

Artigo de Beto Albuquerque, 
Ex-deputado federal e presidente estadual do PSB/RS.

22 fevereiro 2015

"O tarifaço e o Brasil de Dilma", por Beto Albuquerque

Acabado o Carnaval, as máscaras da economia brasileira caem em definitivo. A alta da inflação, da taxa de juros e os constantes tarifaços do atual governo podem até surpreender a população, mas não são novidade. Basta lembrarmos do que alertou Eduardo Campos em abril de 2014: a maquiagem dos preços acabaria logo após a eleição e seria resolvida com tarifaços.

Sem o menor pudor, o governo Dilma trabalha com índices de aumento da energia elétrica que podem chegar a 70%. Mas, insistem os governistas, a economia segue equilibrada. Não vivemos uma crise de infraestrutura e nosso futuro – acreditem –não corre risco algum! Enquanto isso, no mundo real, a inflação sobe muito mais que os índices oficiais divulgam e consome o salário do trabalhador.
Não há como negar o momento difícil que vivemos. O aumento da gasolina impacta diretamente todos os setores da nossa economia. A alta da energia elétrica, ainda mais, pois as indústrias dependem diretamente desse serviço essencial. A recessão já é realidade e a crise – que não se avizinha, pois já a vivemos – tende a se aprofundar, porque os investimentos em infraestrutura existem apenas na propaganda de TV.

Nenhum país resiste incólume a tantos anos de descaso, a uma política que camufla dados, a apadrinhamentos políticos e a escândalos de corrupção do tamanho do que vemos na Petrobras. Soma-se a isso a previsão de um PIB pífio e a geração de emprego em queda.

Diante de tudo isso, ao invés de o governo Dilma rever sua postura, admitir erros, combater a corrupção e os desperdícios, joga todo o peso para o trabalhador. Hoje, está mais difícil financiar casa própria, pois alguém tem de pagar pela incompetência de um governo que preferiu pintar a realidade de um país com cores vivas e falsas, forjando um lindo Carnaval. Porém, como toda folia, uma hora ela acaba e o espectador volta à realidade. De forma independente, seguiremos alertas e combatendo essa política que omite a verdade e protege velhas práticas políticas que nos atrasam e nos remetem às velhas oligarquias que tanto precisamos superar. É pelos brasileiros que não podemos desistir.

Beto Albuquerque

Vice-presidente Nacional do PSB; Candidato a vice-presidente do Brasil, em 2014, e Presidente do PSB/RS

28 maio 2010

Hora de abrir as contas

Deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS)

Desde quinta-feira, 27 de maio, União, Estados, Distrito Federal e Municípios com mais de 100 mil habitantes ficam obrigados a divulgar pela internet, em tempo real, informações detalhadas sobre a execução orçamentária e fiscal. Notas fiscais, valores de bens comprados e serviços prestados devem ser disponibilizados para a população. É a Lei da Transparência, Lei Complementar 131/2009, sancionada pelo presidente Lula há um ano e que agrega à Lei de Responsabilidade Fiscal essa importante ferramenta.

Terão prazo maior para se adaptar à lei municípios com população de 50 mil a 100 mil habitantes. Estes deverão disponibilizar seus dados a partir do ano que vem, enquanto as administrações de cidades com menos de 50 mil habitantes devem atender à lei a partir de 2013.

Com origem na bancada do Partido Socialista Brasileiro, de autoria do ex-senador João Capiberibe, tive a honra de relatar esta proposição na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Digo honra porque fazer parte desse processo de avanço vale um mandato inteiro ao possibilitarmos a qualquer cidadão brasileiro acessar de um computador na sala de sua casa dados financeiros das administrações e fiscalizar receitas, despesas, contratos e toda a movimentação de dinheiro público.

Quando falamos que todos os poderes públicos em todos os níveis estão obrigados a manter a população informada sobre suas movimentações de recursos estamos nos referindo ao governo federal com seus ministérios, Congresso Nacional, Tribunal de Contas da União, Poder Judiciário, Ministério Público, governos estaduais, secretarias de Estado, Assembléias Legislativas e Tribunais de Contas dos Estados, Justiça Estadual, prefeituras e Câmaras de Vereadores. Quem descumprir a lei não poderá receber mais transferências voluntárias de recursos.

É um ganho maravilhoso para um País que já tem há 10 anos uma Lei de Responsabilidade Fiscal aperfeiçoar ainda mais esta norma. Ao se permitir o acesso da população a estes dados estamos ajudando a coibir a corrupção. Sem dados escondidos reduzem-se as possibilidades de desvios de recursos de suas finalidades.

Com transparência as portas se abrem, nada fica de baixo do tapete e torna-se mais difícil a ação daqueles que desviam recursos públicos, dos que se corrompem e cometem crime contra o erário.

Esta lei é uma vitória e nos dá razão de sobra para comemorar. Não porque somos do partido autor da iniciativa, mas porque como homens públicos decentes gostamos de oferecer à sociedade todas as ferramentas para fiscalizar a execução orçamentária e combater todo o tipo de corrupção.

05 março 2010

Beto Albuquerque anuncia R$ 150 mil para Canguçu

Fotos: Augusto Pinz/Canguçu em Foco
Em visita ao município de Canguçu, nesta sexta-feira (05), o deputado Federal Beto Albuquerque (PSB), anunciou a liberação de uma emenda no valor de R$ 150 mil do Ministério das Cidades. Fica a cargo do município agora fazer um projeto e dar o destino para o dinheiro.

Beto aproveitou sua passagem pela cidade para conversar com as lideranças locais do Partido Progressista (PP), na busca de apoio a sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Ele defendeu uma união dos partidos para uma nova idéia de administração, dando um novo rumo ao Estado, valorizando mais os municípios do interior e cumprindo metas. "Precisamos ter metas administrativas para valorizar as potencialidades do nosso Estado. Vamos investir em Tecnologia, a área que menos recebe atenção hoje do governo. Precisamos que o empreendedor de Canguçu tenha onde investir e buscar qualificação", disse.
O deputado também lembrou a liberação feita por ele, em 2008, de R$ 100 mil para início das obras do Ginásio do Herval – 2º distrito, que está em fase de acabamento.
O Prefeito Cássio Mota (PP) disse que o PP está conversando cuidadosamente com a sua base em todo interior do Rio Grande do Sul para buscar a melhor alternativa de composição de chapa para a próxima eleição. Beto comentou da força do partido no interior e disse que caso haja uma coligação, o PSB aceita coligar-se na proporcional e na majoritária, podendo apoiar a candidatura ao Senado do PP, que deve ser da jornalista Ana Amélia Lemos, e as disputas para deputado, além de oferecer o cargo de vice.

Por fim, o ex-prefeito Odilon Mesko (PP) fez uma visita ao deputado, durante a conversa, lembrando do tempo em que foram deputados estaduais juntos. O pré-candidato a deputado Estadual, Catarina, esteve acompanhando a comitiva do deputado no município. De Canguçu o grupo partiu para Encruzilhada do Sul. Na quinta-feira (04) passaram por Rio Grande e Pelotas.