ASSÉDIO ELEITORAL | O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com ação civil pública na Justiça do Trabalho, nesta quinta-feira (29), contra a Meta, que gerencia plataformas como Instagram e Facebook. O MPT cobra que a empresa retire do ar, em até 24 horas, publicações que convocam empresários a vigiar, expor, deixar de contratar e demitir funcionários por causa do voto nas eleições, além de pedir R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos.
Após a votação do 2º turno, no último domingo (25), diversas publicações de empresários, influenciadores e até parlamentares orientam empregadores a procurar nas redes sociais de trabalhadores postagens sobre em quem votaram e, no caso de a opção ser diferente do patrão, mandá-los embora.
Outras publicações expõem pessoas à ridicularização, mostrando nome e imagem, além de comemorar as demissões. Segundo o MPT, “quatro publicações de um único perfil, com selo de verificação e 3,8 milhões de seguidores, somavam mais de 2 milhões de curtidas”.
Dados divulgados pelo órgão apontam o recebimento de 1.459 denúncias de assédio eleitoral do dia 26 de outubro até o meio-dia desta quinta-feira (29), de um total de 3.396 registradas nas eleições deste ano.
A ação judicial alega a responsabilidade da Meta: “além de permitir conteúdos ilegais durante dias, os próprios sistemas de recomendação da empresa, como a aba ‘Explorar’ e os ‘Reels’ sugeridos, ampliam o alcance do que gera mais engajamento”, informa nota do MPT.
EBC.

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