O professor, jornalista e ex-vice-governador do Rio Grande do Sul Antônio Hohlfeldt anunciou sua saída do MDB. A decisão foi formalizada em manifesto no qual critica o apoio de dirigentes do partido à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Hohlfeldt tem uma longa trajetória na política gaúcha. Em 1982, foi eleito vereador de Porto Alegre pelo então recém-criado Partido dos Trabalhadores (PT), tornando-se o primeiro vereador eleito pela legenda na região Sul do Brasil, considerando os três estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Após divergências internas, deixou o PT e ingressou no PSDB. Ao todo, exerceu cinco mandatos como vereador de Porto Alegre.
Em 2002, foi eleito vice-governador do Rio Grande do Sul na chapa de Germano Rigotto (MDB), exercendo o cargo entre 2003 e 2006. Posteriormente, filiou-se ao MDB, partido ao qual permaneceu ligado até agora.
Nas eleições de 2026, Hohlfeldt integrou, como segundo suplente, a chapa de Germano Rigotto ao Senado.
Agora, aos 77 anos, rompe com o MDB por discordar da aproximação de dirigentes nacionais e estaduais da legenda com a candidatura de Flávio Bolsonaro.
No manifesto, Hohlfeldt faz críticas à direção partidária, questiona os rumos do MDB e compara o atual cenário político brasileiro ao processo histórico vivido pela Alemanha na década de 1930.
Ao justificar sua decisão, afirma que não pretende se sentir corresponsável pelo que considera riscos à democracia brasileira.
O ex-vice-governador encerra o documento com uma frase que resume sua decisão:
"Deixo o MDB para não trair a mim mesmo."
Fonte @felipevieirajornalista

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