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28 outubro 2026

Dois em cada três fiéis de religiões afro-brasileiras já sofreram preconceito

 


Dois em cada três brasileiros que seguem religiões afro-brasileiras, cerca de 67%, afirmam já ter sofrido preconceito por causa da sua religião, segundo a pesquisa Religião e Vida Pública no Brasil, do Instituto de Estudos da Religião (ISER) em parceria com a Quaest. O grupo se destaca nos resultados de discriminação religiosa. A margem de erro para esse subgrupo é de cerca de quatro pontos percentuais, maior que a da amostra total.

Na população geral, 23% dizem ter se sentido discriminados por religião, atrás de gênero e condição social e no mesmo patamar de sotaque. A pesquisa ouviu 15 mil brasileiros com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais feitas em 412 municípios entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro, com margem de erro geral de 0,8 ponto percentual. O levantamento também retrata um país religiosamente plural, em que 12% dos entrevistados dizem frequentar uma segunda religião.

Os números do ISER dialogam com os registros oficiais. O Disque Direitos Humanos (Disque 100), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, contabilizou 2.774 denúncias de intolerância religiosa entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, segundo a Revista Fórum. Umbanda, candomblé e outras religiosidades afro-brasileiras aparecem em 476 casos, cerca de 17% do total, à frente das denúncias envolvendo religiões evangélicas (72), católicas (37) e espíritas (30).

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