A combinação entre ar quente e úmido, o avanço rápido de uma frente fria e a atuação de uma corrente intensa de ventos nas camadas mais baixas da atmosfera explica a força do temporal que atingiu o sul do Estado na madrugada desta segunda-feira (21).
A análise é do Centro Interistitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (Ciex), da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).
Segundo o meteorologista Ricardo Gotuzzo, do Ciex-Furg, o episódio foi provocado pela passagem de uma linha de instabilidade associada ao avanço rápido de uma frente fria.
— A avaliação do CIEX é de que o cenário meteorológico previsto foi confirmado pela evolução observada, especialmente quanto ao período de ocorrência e ao risco de ventos fortes. A análise dos dados registrados após o evento também contribui para avaliar a assertividade dos avisos — afirma o meteorologista.
Além disso, havia condições favoráveis para que as tempestades ganhassem força. A presença de ar quente e úmido, que fornece energia para a formação das tempestades, ocorreu juntamente com um forte escoamento de noroeste associado ao chamado Jato de Baixos Níveis.
O fenômeno corresponde a uma corrente de ventos intensos nas camadas mais baixas da atmosfera e atua no transporte de calor e umidade.
Conforme a análise do órgão, a combinação desses fatores contribuiu para a organização e o rápido deslocamento das tempestades pela região.
Como fica o tempo nos próximos dias.
Depois da passagem do sistema que provocou o temporal, a tendência é de estabilização do tempo na Região Sul, sem previsão de novos episódios de chuva nos próximos dias. As temperaturas também devem apresentar queda.
— Não tem mais chuva nos próximos dias. A temperatura vai baixar um pouco e o tempo fica estável — explica Elisa Fernandes, do Ciex-Furg.
GZH

Nenhum comentário:
Postar um comentário