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03 agosto 2026

Ranking coloca 26 pesquisadores da Zona Sul entre os cientistas mais influentes do mundo

Vinte e seis pesquisadores de universidades da Zona Sul estão entre os cientistas mais influentes do mundo, segundo a edição mais recente do ranking da Research.com. Publicado anualmente, o levantamento reúne o 1% dos pesquisadores de maior impacto em suas áreas de atuação, com base na produção científica, número de citações e reconhecimento acadêmico.

Ao todo, a lista inclui 15 docentes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sete da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e cinco da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).

Entre os destaques está o epidemiologista César Victora, da UFPel, apontado como o pesquisador mais influente do Brasil na área de Medicina. O cientista soma 153,6 mil citações em trabalhos acadêmicos e é reconhecido internacionalmente por coordenar as Coortes de Nascimentos de Pelotas, estudo que acompanha milhares de pessoas há mais de quatro décadas.

Outro nome da UFPel em posição de destaque é Aluísio Barros, segundo pesquisador mais influente do país na área de Ciências Sociais e Humanas.

Na UCPel, o professor Fernando Barros aparece entre os pesquisadores brasileiros de maior impacto na área de Medicina. Ele reúne 545 publicações científicas e mais de 47,5 mil citações em trabalhos acadêmicos ao redor do mundo.

A professora Iná Santos, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde no Ciclo Vital da UCPel e também docente da UFPel, também integra a lista na área de Ciências Sociais e Humanas.

A área de Psicologia da UCPel também aparece entre as quatro mais influentes do Brasil no ranking. Três pesquisadores da instituição figuram entre o 1% mais relevante da área: Ricardo da Silva, Luciano Souza e Karen Jansen.

Karen, que obteve a maior pontuação da universidade no levantamento, pesquisa transtornos de humor, como transtorno bipolar e transtorno depressivo maior. Segundo ela, metade da carga horária dos docentes do curso é destinada às atividades de pesquisa.

— A gente escreve para pesquisador. Nossos artigos são voltados para esse público. Mas acredito que esse reconhecimento mostre um pouco que o nosso trabalho é também para a sociedade, como um todo — afirma Jansen.

Os estudos desenvolvidos pelas instituições da região são utilizados como referência em pesquisas nacionais e internacionais, ampliando o alcance da produção científica realizada na Zona Sul.

Confira a lista dos citados

UFPel

César Victora (Medicina)

Aluísio Barros (Ciências Sociais e Humanas / Medicina)

Bernardo Horta (Medicina)

Iná Santos (Ciências Sociais e Humanas)

Denise Gigante (Ciências Sociais e Humanas)

Odir Dellagostin (Biologia e Bioquímica)

Eder Lenardão (Química)

Joseph Murray (Ciências Sociais e Humanas)

Rafael Moraes (Ciência de Materiais)

André Fajardo (Química)

Diego Alves (Química)

Cora Araújo (Ciências Sociais e Humanas)

Cesar Rombaldi (Agronomia)

Suzete Chiviacowsky (Psicologia)

Gustavo Souza (Agronomia)

Furg

Jorge Alberto Costa (Biologia e Bioquímica)

Luiz Antônio Pinto (Química)

Adalto Bianchini (Biologia e Bioquímica)

Gilberto Fillmann (Meio Ambiente)

José Maria Montserrat (Biologia e Bioquímica)

Eduardo Secchi (Ecologia e Evolução)

Graçaliz Dimuro (Engenharia e Tecnologia)

UCPel

Fernando Barros (Medicina)

Iná Santos (Ciências Sociais e Humanas)

Karen Jansen (Psicologia)

Ricardo da Silva (Psicologia)

Luciano Souza (Psicologia)

Como funciona o ranking

O levantamento da Research.com seleciona o 1% dos cientistas mais influentes do mundo por meio de uma metodologia que combina indicadores bibliométricos e reconhecimento acadêmico.

O principal critério é o D-index, indicador que considera apenas as publicações e citações relacionadas à principal área de atuação do pesquisador. O objetivo é medir o impacto científico dentro da especialidade de cada profissional.

Além desse índice, os pesquisadores precisam apresentar produção consistente em revistas e conferências de referência, manter pelo menos 70% de correspondência entre o impacto geral e o impacto na área de especialização e alcançar a pontuação mínima exigida para integrar a lista.

A avaliação também leva em conta critérios qualitativos, como prêmios, bolsas de pesquisa, distinções acadêmicas e outros reconhecimentos obtidos ao longo da carreira.

Fonte; GZH Zona Sul

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