JUSTIÇA ⚖️ Para a jovem Larissa Quintana, 27 anos, o início da noite costumava ser o momento de receber uma ligação de vídeo. Do outro lado da tela, a mãe, Gilvanete Quintana da Cunha, 44 anos, chamava para uma conversa diária. Desde semana passada, o telefone não tocou mais. O contato foi interrompido na noite de 5 de julho, quando Gilvanete foi espancada após uma discussão em frente à uma loja de conveniência no bairro Lindoia, Zona Norte de Pelotas.
Nesta segunda-feira (13), sete dias após a confirmação do óbito, o silêncio da ausência deu lugar ao pedido por justiça. Carregando faixas, cartazes e apitos, dezenas de amigos e familiares se reuniram no Largo do Mercado Público e caminharam pelo Calçadão da cidade. O ato pacífico, marcado pela emoção e por palavras de ordem, buscou dar visibilidade ao caso e cobrar celeridade na responsabilização dos envolvidos.
Investigação ouve testemunhas
A briga generalizada que resultou na morte de Gilvanete ocorreu por volta das 20h30min do domingo, 5 de julho, logo após a transmissão de um jogo da Seleção Brasileira. A vítima sofreu lesões no crânio, no tórax e no abdômen.
A Polícia Civil de Pelotas está conduzindo as investigações. Testemunhas, o companheiro da vítima e frequentadores do estabelecimento no momento do crime começaram a ser ouvidos ao longo da semana passada para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar a autoria das agressões.
📲GZH
✍️Ígor Dias Islabão
📷 Ígor Dias Islabão

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