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24 maio 2026

Senar-RS inaugura centro de formação para o Agro


Senar-RS / Divulgação

Braço educacional da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), o Senar-RS inaugurou, neste sábado (23), no município de Hulha Negra, na Campanha, um centro de formação profissional rural inédito para o agronegócio gaúcho. O investimento é da própria instituição e chega a R$ 60 milhões.

Chamado Centro de Formação Profissional Rural (CFPR) Campanha, o complexo foi projetado para enfrentar um dos principais gargalos do campo: operar a tecnologia que já chegou às lavouras, mas ainda carece de profissionais preparados.

Superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli resumiu o simbolismo do projeto durante a sua inauguração:

— Colocamos literalmente o pé no futuro.

As primeiras turmas já estão com inscrições abertas, no site do Senar-RS, e serão 100% gratuitas. Os cursos começam no dia 1º de junho e incluem treinamentos em pulverizadores, tratores, colheitadeiras, drones agrícolas e pivôs de irrigação.

Além das aulas, o Senar-RS oferecerá hospedagem, alimentação e transporte aos participantes de outras regiões.

Situado em uma área de 36 hectares, o espaço reúne cinco pavilhões de treinamento, 11 salas de aula, laboratórios de informática e áreas práticas. O projeto conta ainda com apoio de 10 marcas, como John Deere, Fendt e Case IH, que forneceram máquinas e treinamentos técnicos. E terá capacidade de qualificar até 8 mil pessoas por ano.

A proposta do novo centro é funcionar como uma espécie de "pós-graduação" da mecanização agrícola, voltada à operação de máquinas e equipamentos de alta tecnologia. 

Segundo Condorelli, os cursos básicos e introdutórios oferecidos tradicionalmente pelo Senar-RS em parceria com os sindicatos rurais continuarão sendo mantidos no interior do Estado. Em Hulha Negra, o foco será o aperfeiçoamento técnico em tecnologias mais avançadas embarcadas nas máquinas agrícolas.

Qualificação

A iniciativa surge em um momento em que o agro acelera a adoção de tecnologias embarcadas, como a inteligência artificial nas máquinas agrícolas. O problema, segundo Condorelli, é que a evolução tecnológica avançou mais rápido do que a qualificação da mão de obra:

— O agro do século 21 exige menos força bruta e mais inteligência. As máquinas evoluíram em uma velocidade gigantesca, e isso exige um novo perfil de operador.

O dirigente compara a situação à dos smartphones: equipamentos cada vez mais sofisticados, mas frequentemente subutilizados. Segundo ele, há colheitadeiras equipadas com sistemas automáticos de gestão operacional que custam centenas de milhares de reais e sequer têm os recursos ativados pelos operadores.

A escolha de Hulha Negra

Além da disponibilidade de área e acesso logístico, o Senar-RS apostou no potencial de expansão agrícola da Campanha gaúcha para a construção do projeto.

— Entendemos que essa é uma região que ainda vai crescer muito na agricultura e onde um centro como esse pode gerar desenvolvimento econômico e social — afirma Condorelli.

GZH

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