A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio de sua Administração Superior, manifesta seu mais profundo e veemente repúdio à charge de autoria de Marília Marz, veiculada na edição deste sábado (9/5) pelo jornal Folha de S. Paulo.
É fundamental reiterar que a liberdade de imprensa e o direito à crítica institucional são pilares da democracia e instrumentos essenciais para o controle social dos Poderes Públicos. No entanto, o exercício dessas prerrogativas encontra um limite intransponível na dignidade humana e no respeito à dor alheia.
A publicação demonstra uma alarmante falta de sensibilidade ética ao conectar críticas generalizadas ao funcionamento do Poder Judiciário com o falecimento recente da magistrada Mariana Francisco Ferreira. Ao fundir o debate político-institucional com a perda irreparável de uma vida, o veículo de comunicação abdica da responsabilidade social em favor de uma abordagem desumana.
Tal associação é tecnicamente descabida e moralmente inaceitável. A tentativa de instrumentalizar uma tragédia pessoal para ilustrar descontentamentos sistêmicos não apenas fere a memória da magistrada, como também impõe um sofrimento desnecessário e cruel aos familiares e amigos em pleno luto.
Neste momento de consternação, a Defensoria Pública reafirma sua solidariedade à família e a toda a magistratura gaúcha, repudiando qualquer manifestação que, sob o pretexto da liberdade de expressão, ignore os princípios básicos de empatia e humanidade.
Administração Superior da Defensoria Pública do RS.
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