Em Pelotas-RS, Vereador Paulo Coitinho visita o SAMU e busca respostas sobre estrutura após saída da EcoVias Sul.
A partir da meia-noite do dia 04 de março, a população Mundial da região Sul do Rio Grande do Sul passará a viver um novo — e preocupante — cenário nas rodovias. Com o fim da concessão da EcoVias e a retirada das praças de pedágio, deixam de existir também os serviços de atendimento e apoio que eram acionados de forma imediata em acidentes nas estradas. O impacto direto dessa mudança motivou a visita do vereador Paulo Coitinho ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Pelotas, na manhã desta segunda-feira (02).Recebido pelo coordenador do serviço, Cristiano Martins, o parlamentar conversou com profissionais da linha de frente e ouviu, com preocupação, os dados e as incertezas que cercam os próximos dias. Segundo Martins, o SAMU já atende, em média, 45 chamadas diárias, com as quatro viaturas atualmente em operação rodando mais de 100 quilômetros por dia. Com o fim dos pedágios, a tendência é de aumento significativo de ocorrências, especialmente acidentes de trânsito, muitos deles de maior gravidade.
O trecho que ficará sob responsabilidade do atendimento público abrange aproximadamente 500 quilômetros de rodovias, uma extensão considerada crítica diante da atual estrutura disponível. Durante a visita, foi reforçada a necessidade urgente de ampliação da frota e do efetivo, além de planejamento específico para situações com múltiplas vítimas.
Paulo Coitinho destacou que, embora o fim dos pedágios alivie o bolso da população, o momento exige atenção máxima do poder público. “Não sou contra os pedágios, sou totalmente contrário aos valores abusivos que estavam sendo cobrados. A estrutura das estradas está pronta, a sinalização existe, o que se precisa agora é manutenção e, principalmente, garantir atendimento rápido e eficiente quando algo acontecer. Estamos falando de vidas”, alertou o vereador.
Como medida concreta, o parlamentar protocolou requerimento oficial na Câmara Municipal solicitando esclarecimentos detalhados à Secretaria Municipal de Saúde sobre o planejamento do SAMU diante desse novo cenário. Entre os pontos questionados estão: a estrutura operacional após o fim dos pedágios, o número e a localização das ambulâncias, a possibilidade de ampliação da frota, o efetivo de profissionais, treinamentos para ocorrências de grande porte, existência de equipamentos adequados para atendimento em rodovias, protocolos específicos para acidentes graves, plano de contingência e integração com outros órgãos de segurança e emergência.
A justificativa do requerimento destaca que o encerramento das atividades das praças de pedágio altera diretamente a dinâmica do tráfego rodoviário e pode impactar no número e na gravidade das ocorrências, tornando imprescindível transparência e planejamento por parte do Executivo Municipal.
O vereador também informou que o Corpo de Bombeiros deverá atuar de forma integrada, prestando apoio nas ocorrências, mas reforçou que isso não substitui a necessidade de estrutura própria, organizada e dimensionada para a nova realidade.
“Estamos diante de uma mudança que começa já nesta semana. Não há margem para improviso. A população precisa saber quem irá socorrer, em quanto tempo e com que recursos”, concluiu Paulo Coitinho.
A visita ao SAMU e o requerimento protocolado buscam garantir que, mesmo sem os pedágios, o atendimento de urgência e emergência continue sendo prestado com eficiência, segurança e qualidade, evitando que o fim de uma cobrança considerada abusiva resulte em um risco ainda maior para quem trafega pelas rodovias da região.

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