Após a repercussão do caso de alunos do IFSul que compartilharam um ranking com termos misóginos contra colegas, a psicóloga Manoela Ávila, com experiência em avaliação neuropsicológica infanto-juvenil, defende que o diálogo e a educação sob a perspectiva de gênero são ferramentas essenciais para enfrentar o problema.
— É essencial que a gente esteja por dentro do que os nossos filhos acessam. É muito importante que a gente se dê conta de qual conteúdo eles estão acessando e que tipo de informação eles estão disseminando — afirma.
Sobre casos como o que ocorreu no IFSul, a psicóloga afirma que é fundamental que crianças e adolescentes sejam educados a partir de uma perspectiva de gênero baseada em respeito.
— A sociedade está se construindo em cima de adoecimentos. E a misoginia é um sintoma. (...) Quando eu trabalho a perspectiva de gênero, eu não estou afeminando meninos e masculinizando meninas. Eu estou ensinando a sociedade a respeitar o ser humano pelo ser humano, independente do gênero que ele tem — avalia.
Para Manoela, a violência é também um pedido de socorro e tanto as vítimas quanto os agressores precisam de atendimento profissional.
— Dependendo da idade que a criança ou o adolescente tem, esse é um discurso comprado. Então, que tipo de conteúdo ele está assistindo ou que tipo de grupos ele está se relacionando para chegar nesse tipo de disseminação de informação? — questiona.
Para os pais, a orientação é buscar um diálogo aberto com os filhos, sem julgamentos e buscando entender o que ele está passando dentro e fora da escola.
"Se tu tens uma boa comunicação, dificilmente vai precisar invadir a privacidade dele" MANOELA ÁVILA, Psicóloga
— Se tu consegues abrir um canal de comunicação com teu filho, vais conseguir entender se ele está sofrendo, se ele está fazendo outras pessoas sofrerem também — explica.
— Se tu consegues abrir um canal de comunicação com teu filho, vais conseguir entender se ele está sofrendo, se ele está fazendo outras pessoas sofrerem também — explica.
— A primeira coisa é manter o diálogo, sempre (...). Se tu tens uma boa comunicação, dificilmente vai precisar invadir a privacidade dele — completa.
GZH

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