A taxa de ocupação do sistema prisional brasileiro chega a 150,3%. São 483 mil vagas para 726 mil presos, um excedente de 242 mil pessoas. O levantamento do Geopresídios, do CNJ, aponta que 1.836 das 2.405 unidades do País foram inspecionadas nos últimos três meses. São Paulo concentra o maior número de estabelecimentos e Roraima, o menor.
Regiões de fronteira registram as maiores superlotações. Em Amambai (MS), a taxa é de 288%, e em Naviraí (MS), de 296%. Situação semelhante ocorre em Jaguarão (RS), com 234%. Há unidades femininas também acima da capacidade, como em Corumbá (MS), com 129%. Em contraste, locais como Oiapoque (AP) e Soure (PA) estão sem presos.
O Ministério da Justiça informa que, somente em 2025, os gastos com o sistema prisional somam R$ 18,1 bilhões, incluindo despesas de pessoal e alimentação. O custo médio por detento é de R$ 2.548,43 por mês. Para o CNJ, a plataforma Geopresídios reforça a transparência e orienta políticas públicas mais eficientes.
O Sul

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