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11 novembro 2025

Morre João Chagas Leite, referência da música nativista gaúcha, aos 80 anos

Morreu na manhã desta terça-feira (11) o músico João Chagas Leite, um dos principais símbolos da música nativista gaúcha, aos 80 anos. Ele estava internado no Hospital de Caridade de Erechim (HCE), no norte do Estado, em tratamento contra um câncer. A morte foi confirmada por familiares.


João Chagas Leite nasceu em Uruguaiana, em 22 de agosto de 1945. Cantor e letrista, construiu uma carreira marcada pela profundidade poética de suas letras, presentes em canções como Ave Sonora, Amigos do Rio Uruguai, Desassossegos e Barranqueiros.

Foi na Califórnia da Canção Nativa, festival realizado em sua terra natal, que encontrou sua identidade artística e se consolidou como um dos intérpretes mais respeitados do nativismo. Ao longo da carreira, conquistou 13 primeiros lugares em festivais, incluindo duas vitórias consecutivas na 3ª e 4ª Tertúlia Musical Nativista. Como intérprete, venceu a Tertúlia com músicas como Penas e, posteriormente, Pampa e Querência.

Seu trabalho artístico teve projeção além das fronteiras do Rio Grande do Sul, com apresentações no Memorial da América Latina (SP), Mato Grosso do Sul, Salvador, Espírito Santo, além de Uruguay e Argentina. Chagas Leite defendia um estilo de projeção folclórica, mantendo o linguajar regional em qualquer palco em que se apresentasse.

Mesmo reconhecido pelo público e por colegas de profissão, o artista afirmava que a música gaúcha seguia restrita a seu território e pouco difundida pela grande mídia nacional:

“Tem um grande percentual de cantores gaúchos prontos para o Brasil com CDs e shows montados. A única música que está fora da mídia é do Rio Grande”, declarou em entrevista.

Em maio deste ano, após cirurgia e período de recuperação, ele havia anunciado o retorno aos palcos, gesto que demonstrava seu forte vínculo com a arte e a cultura do Rio Grande do Sul.

A morte do artista gera grande comoção no meio nativista, entre fãs, músicos e admiradores de sua trajetória.

Com informações da GZH - Foto: Arquivo pessoal

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