A BR-290, principal ligação entre a Região Metropolitana da capital e a Argentina, enfrenta abandono e insegurança. Considerada essencial para o escoamento de cargas do Mercosul, a rodovia acumula mais de 160 mortes desde 2020 e segue com obras paralisadas. Apenas 14 quilômetros estão duplicados, em um trecho localizado em Pantano Grande.
Além dos riscos para motoristas e pedestres, viadutos e pontes inacabadas se tornaram verdadeiros “elefantes brancos” ao longo dos 600 quilômetros da estrada. A falta de acostamentos, passarelas e manutenção aumenta o perigo, especialmente nos pontos de maior fluxo de caminhões e turistas.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o avanço das obras depende de novos repasses federais. Desde 2014, já foram investidos R$ 373 milhões, mas ainda faltam mais de R$ 800 milhões para concluir a duplicação total da via.

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