Xico Vilela livra-se da segunda acusação de racismo na Câmara.
Uma possível manobra política pode ter livrado da cassação, pela segunda vez, o vereador Francisco Romeu da Silva Vilela, o Xico, acusado de proferir expressões racistas durante uma sessão do Legislativo Canguçuense. O relatório apresentado em tempo não foi colocado em votação.
O relatório final da comissão processante, composta pelos vereadores Luciano Bertinetti, Emerson Machado e Diego Wolter pediu a cassação de Vilela. O relatório foi apresentado na última semana de Julho. Porém, com a licença do presidente da Câmara, vereador Silvio Neutzling (Vinho), do MDB, o responsável por conduzir o final do processo seria o próprio vereador Xico Vilela (PL) que é o primeiro vice-presidente. Como não poderia, a sessão da última segunda-feira (29/07) foi comandada pelo segundo vice-presidente, nesta questão, vereador Leandro Ehlert, o Pipa (MDB) que não colocou em votação e assim o prazo acabou terminando e o processo foi arquivado.
Chamou atenção da Comunidade o fato de que ambos envolvidos na questão atualmente compõe uma coligação visando as próximas eleições municipais, MDB E PL.
O jornal "A Hora do Sul", de Pelotas, divulgou a situação e colocou a justificativa de Leandro Ehlert, o Pipa, que é pré-candidato a Prefeito na chapa MDB/PL, sobre o tema:
"Ehlert diz que não tinha o poder de colocar o relatório na pauta e que não sabia que iria presidir a sessão. “Tivemos 90 dias para votar essa matéria, isso me causou estranheza. Eu até fui pego de surpresa quando assumi [a presidência].”
Entenda
Francisco Vilela é acusado de racismo após fala durante uma sessão em abril deste ano. Se referindo aos repasses feitos pelo governo federal durante a pandemia, disse “com aquele dinheiro da Covid, essa negrada nos estados, deitaram e rolaram”. O pedido de cassação foi feito por dois moradores de Canguçu.
Essa, no entanto, não é a primeira vez que Vilela é acusado de racismo. No ano passado ele foi alvo de processo de cassação após fala de teor racista e misógino ter vazado pelo sistema de som da câmara. Ele teria se referido a uma servidora que acompanhava a sessão como “negrinha p**, p** que é um raio, a filha do Zeca”.
Na ocasião, ele se defendeu dizendo que não se referia à mulher, e sim a um vídeo pornográfico em seu celular. A cassação não foi aceita.

Um comentário:
Algum inocente esperava algo diferente vindo da nossa câmara?
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