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22 junho 2023

Comissão de Ética da Câmara aprova apenas advertência a Vereador de Canguçu

 A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Canguçu-RS aprovou, por unanimidade nesta quinta-feira (22), relatório pedindo apenas uma "advertência pública" ao vereador Oraci Teixeira de Souza (PSB), que ofendeu e ameaçou a integridade física de um colega servidor público em um grupo de motoristas da saúde do município. Na ocasião, Oraci desferiu palavras de baixo calão ao servidor Lázaro Muller e ainda disse que iria pegá-lo do pescoço caso ele passasse na rua onde o Vereador mora. Posteriormente o vereador apresentou atestados de saúde dizendo "não estar bem" quando proferiu as ofensas. Ele está afastado das funções de motorista da Prefeitura de Canguçu onde apresentou atestado de 90 dias. Já na Câmara segue atuando, aparentemente em pleno estado de suas faculdades físicas e mentais. Ele, inclusive, fez manifestação na tribuna se retratando sobre o fato.

Comissão votou por advertência ao Vereador por ofensas e ameaças a servidor público

Uma denúncia formal, além de ocorrência policial, foi apresentada em 03 de Maio para a Câmara pedindo providências contra o Vereador. Após todos os trâmites, ouvidas as partes, a comissão determinou o relator Ubiratan Rodrigues (PP) para relatório. Este entendeu que a denúncia deveria ser arquivada, deixando um cheiro de pizza na ar. Ubiratan também está envolvido em polêmicas quando foi indicado pelo colega de Câmara, Xico Vilela, de estar assistindo um filme pornô na sessão de 05 de Junho de 2023, quando Vilela desferiu ofensas racistas e misóginas em plenário. Este processo de cassação está em andamento.

A comissão de ética entendeu que não deveria aprovar este relatório e não aceitar que fossem colocados panos quentes em respeito ao denunciante. Então foi nomeada uma nova relatora, a vereadora Iasmin Roloff (PT).

Iasmin apresentou relatório pedindo uma advertência pública escrita, conforme define o regimento. Outras punições previam afastamento por determinados períodos. O parecer foi protocolado nesta tarde na Câmara de Canguçu.

A decisão acende um alerta, já que a Câmara de Canguçu tem sido palco de tantas polêmicas envolvendo Vereadores e parece que não está se importando em ter o nome do município malversado em todo o país, já que atenta pela mútua proteção entre seus pares. A sensação que fica é que eles estão com salvo conduto para ofender, ameaçar, expor opiniões preconceituosas e atividades levianas, como assistir vídeo pornô na sessão por exemplo, que sempre alguém irá passar pano e pedir uma tele-entrega depois.  Parece, até, que os errados são os que cobram uma posição mais ética e moral do Legislativo Canguçuense. 

Primeiro relatório colocou panos quentes. Segundo pediu advertência


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