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28 outubro 2022

Médico acusado de estupro é condenado em um segundo processo em Canguçu

A Polícia Civil de Canguçu prendeu no dia 17 de junho de 2022, preventivamente, o médico ginecologista Cairo Barbosa, acusado de crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude, em pelo menos 20 fatos. Destes, aproximadamente 13 prescreveram. Conforme a juíza Helen Paiva, atuando hoje em São Lourenço do Sul, o réu responde em três processos por vários fatos.

Em junho deste ano a juíza sentenciou em m dos processos, no qual ele foi condenado em 16 anos, cinco meses e 23 dias de prisão no regime fechado. Na semana passada ele foi novamente condenado em um outro processo, cuja pena foi de dois anos e sete meses. A promotora de acusação Luana Rocha Ribeiro pretende entrar com recurso. Ainda há outro processo aguardando julgamento.

Luana ressalta que, neste último processo, a condenação foi apenas de um dos seis fatos apresentados. "Mas foi pro uma questão legal e não de falta de provas", complemente. O que aconteceu foi o reconhecimento de decadência em elação aos outros fatos.

A promotora explica que na época em que eles ocorreram a lei era diferente e estipulava apenas seis meses para a vítima registrar ocorrência. Ou seja, após este prazo não registrava mais. "A lei mudou em 2018. E vários dos abusos são anteriores. E, como é sabido, as mulheres tinham medo e vergonha de procurar a polícia".

Ela esclarece, ainda, que o terceiro julgamento ainda está sem data definida, porém acredita que não demorará muito.

 PRISÃO

Uma denúncia inicial solicitava apenas o afastamento do médico. Porem, ele foi preso após uma nova denúncia do Ministério Público (MP), que solicitou a prisão do profissional ao receber informações de que ele estaria tentando subornar as vítimas e testemunhas que iriam depor no julgamento das ações. O médico foi encontrado em um apartamento na praia do Cassino, em Rio Grande, e encaminhado ao Presídio Estadual de Canguçu, onde está até o momento.

Nesta segunda representação, constavam 09 fatos, que caracterizavam crimes de violência sexual mediante fraude, acusações de estupro já prescritas - ocorridas na década de 1990 - além de inquéritos que, após uma análise da delegacia da cidade, podem ser enquadrados como estupro. "Foram nove fatos apresentado pelo MP, incluindo depoimentos de mulheres que procuraram a delegacia e o ministério. Alguns  dos depoimentos de uma mesma vítima enquadram em mais de um crime", aponta a Juíza Helen Paiva. O médico cumpre pena no presídio de Canguçu.

(Diário Popular)

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