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26 outubro 2022

Escola Carlos Moreira presente na Mostratec 2022

Depois de 2 anos de aprendizado com edições virtuais em Feiras de Ciências, a Escola Carlos Moreira, Educcan, está  participando  da Mostratec 2022, considerada a maior Feira de Ciências e Tecnologia da América Latina.


As alunas Michele Theis Voigt e Kamili Holz Pereira  apresentam o projeto intitulado " Valorização do trabalho da mulher do campo para a redução de desigualdades" sob orientação da professora Vanessa Holz.

A escola está representando a Feira de Ciências - Unipampa Caçapava do Sul . 

Com o apoio da SMEEC e da Prefeitura Municipal a diretora Simone Nunes Schulz juntamente com a professora e alunas participam do evento que vai de 25 a 27 de outubro.

Curtam o vídeo que foi para votação popular!! ✅



Resumo do projeto
Este trabalho foi realizado por uma turma do nono ano da E.M.E.F. Carlos Moreira localizada no 1° distrito do município de Canguçu/RS e traz um estudo sobre o papel da mulher no meio rural. A questão da discriminação de gênero é muito fortemente observada quando se trata das mulheres no campo, mulheres, em sua maioria tem baixa escolaridade, vivem do trabalho no campo, mas que ficam à mercê do processo produtivo, longe do acesso ao crédito, à terra e aos insumos agrícolas. Essas questões parecem estar enraizadas, mais precisamente no meio rural e contribuem para acirrar a problemática da masculinização do campo. Assim, o presente trabalho tem por objetivo demonstrar o papel das mulheres entre os agricultores familiares da localidade numa tentativa de contribuir para que as mesmas tenham uma maior valorização do seu trabalho, diminuindo assim a desigualdade de género. Para a realização do trabalho foram realizadas entrevistas com as agricultoras familiares da região, observação da rotina de homens e mulheres para comparação, análise de documentos que mostram a participação das mulheres em lideranças das instituições locais e entrevista com a vereadora Yasmin Roloff, que também é agricultora familiar. Um dos questionamentos feito às mulheres foi a questão da chefia da propriedade e 76% das entrevistadas responderam que o homem é que preside a propriedade. Quando se trata de assuntos relacionados à comercialização dos produtos agrícolas e assuntos vinculados à compra de bens para a propriedade esse número se estende para mais de 80%. Quando partiu-se para a observação mais específica de duas famílias, fazendo-se o comparativo entre o trabalho do homem e mulher, observa-se que quando se refere a tarefas vinculadas à produção, os dois desempenham as mesmas funções, já as tarefas domésticas e aquelas destinadas a produção para o autoconsumo são de responsabilidade quase que exclusivamente das mulheres, o que comprova a existência de uma hierarquia e além disso, a divisão do trabalho mostra explicitamente que existe a diferenciação de gênero e a supervalorização. 
Quanto à análise de documentos que evidenciam a participação das mulheres na liderança das instituições locais, quando se fala no conselho de pais e mestres da escola, nos últimos 15 anos observa-se 40% de participação feminina, o que cai para 7% quando se fala na diretoria da instituição religiosa local. Estes fatores de inferioridade feminina também se comprovam nas palavras da vereadora que participou desta pesquisa quando diz que “os dois (homem e mulher) trabalham na lavoura, porém os serviços domésticos são tarefas exclusivas da mulher, acarretando uma maior sobrecarga de trabalho para as mulheres”. Conclui-se que, o trabalho feminino, na maioria das famílias ainda é invisível e que existem sim diferenças hierárquicas referentes aos papéis sociais onde a figura masculina se sobressai à feminina. Também observa-se que o trabalho da mulher é de extrema importância pois é ela que garante a manutenção da biodiversidade alimentar na propriedade e que o mesmo precisa ser mais valorizado para que as mulheres tenham mais autoestima e desejo de permanência no campo.



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