O Rotary Club de Canguçu participou, nesta quarta-feira (24), das ações mundiais organizadas pelo Rotary Internacional no Dia Mundial de Combate à Poliomielite - também chamada de paralisia infantil.
Integrantes do Rotary Club Canguçu estiveram nas emissoras de rádio AM do município participando de entrevistas e debates sobre o tema levando esclarecimentos a comunidade.
O combate a poliomielite é uma das principais bandeiras do Rotary. Em 30 anos ocorreu uma queda de 125 países endêmicos para apenas 3. Desde que começaram as campanhas a estimativa é que 17,4 milhões de pessoas que hoje são saudáveis teriam sido vítimas da pólio, não fosse o trabalho dedicado a erradicação desde 1988. De 2010 a 2017 a Fundação Rotária concedeu quase 700 milhões de dólares em subsídios Polio Plus. As vacinas são pagas em grande parte por outros doadores, enquanto o Rotary fornece fundos para cobrir as lacunas.
Interessados em colaborar com a campanha mundial do Rotary podem fazer doações através do endereço endpolio.org
Sintomas
A poliomielite pode causar paralisia e até mesmo a morte, mas a maioria das pessoas infectadas não fica doente e não manifesta sintomas, deixando a doença passar despercebida.
A maior parte dos casos apresenta o tipo não-paralítico da doença, em que a pessoa não manifesta nenhum sintoma. Quando os sintomas surgem são brandos, e podem ser facilmente confundidos com uma gripe. Os sinais e sintomas, que costumam durar de um a dez dias, são:
- Febre
- Dor na garganta e na cabeça
- Vômitos
- Mal-estar
- Dor nas costas ou rigidez muscular (principalmente nos membros inferiores)
- Meningite
Em casos mais graves, a infecção pelo poliovírus leva à poliomielite paralítica. Alguns dos sinais são os mesmos da poliomielite não-paralítica, como febre, dor de cabeça e vômito. Entretanto, ela evolui para fortes dores musculares e flacidez nos membros, muitas vezes pior em um dos lados do corpo e em maior incidência nos membros inferiores.
Prevenção
A vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual.
Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente– VOP (gotinha).
A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio.



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