O hospital de caridade de Canguçu (HCC) continua enfrentando as mesmas dificuldades de quando anunciou diminuição dos atendimentos, em dezembro de 2015, mesmo após o anúncio otimista de setores ligados a Secretaria Estadual de Saúde amplamente noticiados na imprensa estadual. Das verbas que totalizavam quase R$ 1 milhão caíram no cofre apenas R$ 280 mil de R$ 300 mil prometidos. Destes ficaram somente R$ 180 mil disponíveis já que o restante foi absorvido pela rede bancária como dívidas anteriores da instituição. O hospital aguarda os R$ 400 mil que é o valor do mês de dezembro - de direito da instituição não é favor do governo - e mais R$ 240 mil de uma consulta popular que foi modificada pelo Corede para que fosse possível beneficiar o HCC.
Para continuar aberto o hospital precisaria de uma verba emergencial de R$ 1.500.000, segundo o diretor técnico do hospital Dr. Luiz Ernesto Vargas. Ele, inclusive, disse que não assinará abertura da casa de saúde até que seja resolvido o problema na integralidade sem valores apenas paliativos. As informações foram divulgadas na Assembleia Geral Extraordinária dos Associados do Hospital na noite de segunda-feira (11). "De nada adianta termos medicamentos se não tivermos os profissionais para atender", lembra Dr. Luiz Ernesto, preocupado com uma possível greve que atingiria 90% dos profissionais com salários atrasados.
A expectativa era que a assembleia definisse a retomada das internações no HCC. As administradoras Raquel Picanço e Simone Bento informaram que será comprada medicação com R$ 73 mil doados pela Câmara de Vereadores o que garantiria aproximadamente um mês. Porém, não seriam só os medicamentos o problema. Os médicos, com salários atrasados assim como os funcionários, estariam estudando possibilidade de parar. Em alguns dias mais um mês deverá vencer e a instituição não tem saldo para quitar os débitos.
Mas nem todas as informações são desanimadoras. As contas de água e luz já foram renegociadas. Com pagamento de algumas parcelas o hospital estará habilitado para colocar em prática uma antiga ideia para arrecadar recursos: a contribuição mensal junto as contas mensais de energia. Os consumidores autorizariam que a CEEE, por exemplo, acrescentasse um determinado valor a ser cobrado na conta que seria repassado ao hospital.
Além da iniciativa nas contas mensais um grupo de religiosos da cidade, da mais diferentes denominações, está se mobilizando para ir junto as entidades representativas do município apresentar algumas campanhas para arrecadação de fundos para o HCC. Ficou definido que na próxima sexta-feira (15) acontecerá uma nova reunião para acertar maiores detalhes.
Outro ponto importante decidido em assembleia é a realização de uma reunião na Secretaria Estadual de Saúde (SES) para um ajuste nas contas apresentadas pelo hospital e pela secretaria colocando o que o hospital tem que receber e o que deve de descontos. Na manhã desta terça-feira (12) uma encontro entre o administrador do hospital, Armando Morales, e o ex-prefeito Cássio Mota (PP) iria tratar do tema. Existe a possibilidade de levar um grande número de lideranças até Porto Alegre para cobrar uma atitude rápida do governo estadual. Cogita-se até levar um ônibus com Canguçuenses para a reunião que contaria ainda com presença de deputados estaduais e secretários de outras pastas.
MUDANÇA
O Hospital deverá passar por algumas mudanças estruturais, aprovadas em assembleia. Como, por exemplo, atendimento pelo SUS somente com 60% da capacidade de internação da instituição. Somente o piso inferior receberia pacientes do Sistema Ùnico de Saúde, abrindo espaço para internações particulares nos demais leitos aumentando a receita.
Também haverá cortes de despesas. "Será preciso cortar na carne e vamos ter que nos adequar ao orçamento de R$ 800 mil", comentou a gestora Raquel Picanço. Mesmo com um número máximo de leitos pelo SUS ela esclarece que em casos de urgência também serão internados pacientes em leitos particulares até que se libere outras vagas. "Não vamos deixar de atender por isso", lembra.
Fotos: Augusto Pinz/Canguçu em Foco
A expectativa era que a assembleia definisse a retomada das internações no HCC. As administradoras Raquel Picanço e Simone Bento informaram que será comprada medicação com R$ 73 mil doados pela Câmara de Vereadores o que garantiria aproximadamente um mês. Porém, não seriam só os medicamentos o problema. Os médicos, com salários atrasados assim como os funcionários, estariam estudando possibilidade de parar. Em alguns dias mais um mês deverá vencer e a instituição não tem saldo para quitar os débitos.
Mas nem todas as informações são desanimadoras. As contas de água e luz já foram renegociadas. Com pagamento de algumas parcelas o hospital estará habilitado para colocar em prática uma antiga ideia para arrecadar recursos: a contribuição mensal junto as contas mensais de energia. Os consumidores autorizariam que a CEEE, por exemplo, acrescentasse um determinado valor a ser cobrado na conta que seria repassado ao hospital.
Além da iniciativa nas contas mensais um grupo de religiosos da cidade, da mais diferentes denominações, está se mobilizando para ir junto as entidades representativas do município apresentar algumas campanhas para arrecadação de fundos para o HCC. Ficou definido que na próxima sexta-feira (15) acontecerá uma nova reunião para acertar maiores detalhes.
Outro ponto importante decidido em assembleia é a realização de uma reunião na Secretaria Estadual de Saúde (SES) para um ajuste nas contas apresentadas pelo hospital e pela secretaria colocando o que o hospital tem que receber e o que deve de descontos. Na manhã desta terça-feira (12) uma encontro entre o administrador do hospital, Armando Morales, e o ex-prefeito Cássio Mota (PP) iria tratar do tema. Existe a possibilidade de levar um grande número de lideranças até Porto Alegre para cobrar uma atitude rápida do governo estadual. Cogita-se até levar um ônibus com Canguçuenses para a reunião que contaria ainda com presença de deputados estaduais e secretários de outras pastas.
MUDANÇA
O Hospital deverá passar por algumas mudanças estruturais, aprovadas em assembleia. Como, por exemplo, atendimento pelo SUS somente com 60% da capacidade de internação da instituição. Somente o piso inferior receberia pacientes do Sistema Ùnico de Saúde, abrindo espaço para internações particulares nos demais leitos aumentando a receita.
Também haverá cortes de despesas. "Será preciso cortar na carne e vamos ter que nos adequar ao orçamento de R$ 800 mil", comentou a gestora Raquel Picanço. Mesmo com um número máximo de leitos pelo SUS ela esclarece que em casos de urgência também serão internados pacientes em leitos particulares até que se libere outras vagas. "Não vamos deixar de atender por isso", lembra.
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