O momento atual do Brasil traz dificuldades para a maioria da população, com redução orçamentária para muitas famílias, e com o ingresso de muitas pessoas no cadastro negativado de crédito. Por isso, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, está orientando os consumidores sobre como proceder para deixar de ser inadimplente e restabelecer a sua saúde financeira.
O presidente da entidade, Vitor Augusto Koch, fala que o básico para dar início a esse processo é ter em mente o quanto se pode economizar por mês e, a partir daí, negociar com as empresas credoras. Pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e o portal Meu Bolso Feliz, mostra que além de demorar para conseguir limpar o nome, a pessoa inadimplente normalmente tem suas dívidas distribuídas em quase quatro empresas diferentes, a maioria adquirida por meio do cartão de crédito e de lojas.
- Por isso, planejar o orçamento familiar é fundamental para conseguir pagar as contas. O início de 2016, por exemplo, traz contas tradicionais como IPVA, IPTU, material escolar, entre outras, que representam o aumento das despesas. Assim, se for possível quitar dívidas com pagamento à vista, o consumidor estará fazendo uma boa escolha. É fundamental que ele consiga fugir dos juros de utilização do cheque especial, cujos juros estão estratosféricos - diz Vitor Augusto Koch.
Segundo Koch, após identificar junto aos credores o tamanho da dívida, o inadimplente deve saber o quanto pode pagar por mês, já tendo, se possível, uma proposta fechada de negociação. Se tiver uma poupança e puder usá-la para quitar os débitos, tanto melhor.
Outra dica importante, é esclarecer junto ao credor a real capacidade de pagamento da dívida.
- Uma conversa franca pode ser o caminho correto para fechar um acordo que beneficia todas as partes. Quem tem dívida a receber possui tanto interesse em ver o dinheiro chegar quanto quem deve tem em quitá-la - relata o presidente da FCDL-RS.
Em muitos casos, também vale a pena propor a mudança no tipo de financiamento que o consumidor está usando. Neste caso, poderá ser obtido um empréstimo mais barato para saldar a dívida existente em situações de juros elevados. A pessoa continuará endividada, mas o débito com juros menor crescerá de forma mais ameno.
Por fim, durante o processo de quitação da dívida é fundamental praticar o autocontrole, cortar gastos supérfluos e deixar de adquirir novas dívidas, sempre evitando o uso do cartão de crédito. Para isso, mudanças na rotina, como comer fora de casa menos vezes por semana, evitar comprar roupas e falar menos ao telefone, reduzindo a conta, são boas opções para economizar dinheiro.

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