Como algo inconveniente, é muito mencionado preconceito em vez de discriminação e esta é mais destacada como sentimento de superioridade de quem a pratica, mas ela também é nociva às avessas.
Todos nós queremos e precisamos entender a realidade. Na falta de conhecimento científico ou de revelação, formulamos, para nos determinar, sistemas, concepções alternativas ou conceitos prévios. Com relação às pessoas, esses pré-conceitos podem ser corretos ou errôneos e, neste caso, levam à discriminação de si próprio, do outro ou de grupos, surgindo a ideia de “nós e os outros”.
Observando a realidade, constatamos em posição de destaque nas ciências, artes, religiões, política, nos esportes e noutras áreas seres humanos de todas as cores de pele e nacionalidades, tanto homens quanto mulheres. Destaque que corre apenas como consequência do esforço e merecimento próprios, ao encontro de que “a cada um será dado de acordo com as suas obras”.
Em O livro dos espíritos consta que temos uma origem comum: - criados por Deus, simples e ignorantes (questões 115, 121 e 133); nossa essência é a mesma: - cada pessoa é um Espírito imortal e perfectível; a meta para todos também é a mesma: - a perfeição e a felicidade plenas (questões 177, 333 e 897). Espiritualmente, há diferenças somente quanto a aptidões e graus evolutivos.
As reencarnações ocorrem em sexos diferentes e em outras variadas condições, de tal maneira que se alguém discrimina outrem hoje, poderá reencarnar em condição semelhante. E a reencarnação é fato natural incorporada às falas populares, trabalhada por médicos, aceita e ensinada por religiões, até pelo Espiritismo e, sobretudo, explicada por Jesus (Mt. 11:14, João 3:3, etc).
Em Atos, 10:34, e em Romanos, 2:11, consta que Deus não faz acepção de pessoas. Para Deus, vivem todos (Lu. 20:38). Jesus, em Mateus 7:21, afirma que “entrará no reino dos céus aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”, sem outra exigência. Em O livro dos espíritos, nos itens 54, 201, 789, 799, 803 e 822 é esclarecida a igualdade dos seres humanos entre si, perante Deus e às Suas leis.
Temos as mesmas oportunidades e responsabilidades. Não há motivo para discriminação (ou preconceito). Somos intrínseca e reciprocamente credores e devedores de respeito e consideração.
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