NOVANET

Vida Plena

Gordices da KÁ

29 julho 2015

Lava Jato:Lista de empreiteiro cita suposta doação a Miriam

Em depoimento à Polícia Federal, o vice-presidente da Engevix Engenharia, Gerson de Mello Almada, revelou o encaminhamento de uma lista com indicações de políticos do PT para receberem doações. No documento, com data de 1º de abril deste ano, a citação do nome Miriam aparece ao lado da indicação “região de Pelotas/RS” entre parênteses, o que indicaria se tratar da deputada estadual Miriam Marroni (PT).

Outros parlamentares são citados, como os deputados federais Vicente Cândido e Maria do Rosário, além dos deputados estaduais do PT no Estado, Altemir Tortelli, Marcos Daneluz e Nelsinho Metalúrgico, e dos irmãos Nilto Tatto, deputado federal, e Enio Tatto, deputado estadual, ambos por São Paulo. O empreiteiro não confirma se o repasse para esses políticos estaria dentro das “comissões” devidas ao lobista Milton Pascowitch, apontado como operador de propinas da empresa e com acordo de deleção premiada na Lava Jato.

Contraponto
Em e-mail enviado pela assessoria de comunicação, a deputada estadual declarou: “No período de campanha eleitoral recebi doações de algumas empresas, todas devidamente declaradas, inclusive as recebidas via diretório nacional. Minha prestação de contas foi integralmente aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Não possuo conhecimento de lista alguma e reitero que as doações recebidas via diretório nacional do PT foram declaradas e aprovadas”.

Ao verificar a declaração da campanha de 2014, o Diário Popular não encontrou repasses pela Engevix Engenharia. As empresas que mais realizaram doações à deputada são a UTC Engenharia, no valor de R$ 47.500,00, e a Andrade Gutierrez, com R$ 37.250,00. Ambas são investigadas pela Lava Jato, mas não existem acusações sobre estes repasses.

Esquema de cartel
Ainda conforme a transcrição do depoimento, o vice-presidente da Engevix - que atuava no Polo Naval de Rio Grande - entregou a listagem diretamente a Pascowitch por tratar-se de “doação no valor de R$ 400 mil feita de forma espontânea”. Almada não citou o ano em que as doações teriam sido feitas.

O empreiteiro está preso em Curitiba, no Paraná, por ser acusado de participar do núcleo de empresas denunciadas por prática de cartel nas licitações da Petrobras. O esquema acontecia através de pagamentos de propina aos diretores da estatal indicados por partidos políticos.

Nenhum comentário: