Nesta terça-feira (7), Dia Mundial da Saúde, o deputado estadual Zé Nunes (PT), lamentou a crise provocada pela redução dos repasses para a área afeta de maneira particular as Santas Casas e hospitais filantrópicos, que não têm encontrado canais de diálogo com o Executivo.
Da tribuna, o parlamentar destacou a qualidade do Sistema único de Saúde (SUS). “É um sistema em permanente construção, existente há 27 anos no país, o SUS se aperfeiçoa mais a cada dia. Precisamos trabalhar para que ele supere seus limites e dificuldades, oferecendo mais qualidade para nossa população”, defendeu, destacando também os avanços na atenção básica de saúde.
De acordo com a Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos do RS, em 2008, o Estado aplicou R$ 28 milhões nos hospitais filantrópicos e em 2014, foram destinados R$ 944 milhões. De 2011 a 2014, os investimentos em convênios ultrapassaram a casa dos R$ 450 milhões. “O aumento de aporte financeiro no setor saúde representou o fortalecimento do SUS nas mais diversas modalidades. Me pergunto como o governador Sartori vai honrar sua palavra e destinar os 12% para a saúde, se já cortou mais de R$ 1,2 bilhão para a área”, indagou.
Hospitais
O deputado tem acompanhado a situação dos hospitais da Metade Sul. Em Canguçu, o valor do incentivo para hospitais é de R$ 250 mil mensais, e por quatro meses este investimento não foi liberado. Em Camaquã, o valor é de R$ 174 mensais e também por quatro meses não foi liberado. Situação semelhante acontece no município de São Lourenço do Sul, que conta com o aporte de R$ 65 mil mensais, mas não recebeu nenhum recurso por quatro meses. Em Rio Grande, o repasse mensal é R$ 6 milhões, mas esta semana a Prefeitura anunciou intervenção na Santa Casa, para garantir pelo menos os serviços básicos, já que não recebem ficaram sem o repasse por três meses

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