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07 abril 2015

Dia Mundial da Saúde: 8 propostas para o Brasil avançar na assistência

A saúde vem em primeiro lugar, e disso o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) não abre mão. Está cravado em seu DNA institucional, na defesa intransigente comunicada em seu slogan “A Verdade faz bem à Saúde”.
No Dia Mundial da Saúde, o Sete de Abril – data do surgimento, em 1948, da Organização Mundial da Saúde (OMS), o SIMERS lança oito propostas para promover avanços na assistência, pela manutenção da vida. O SIMERS renova publicamente o compromisso com esses princípios, exercido 24 horas por dia. Afinal, todo dia é de Saúde.
1. Médicos onde estão os pacientes 
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O Brasil tem 420 mil médicos e o Rio Grande do Sul, mais de 30 mil, o dobro do que preconiza o Ministério da Saúde para sua população. Após o Tribunal de Contas da União (TCU) revelar a farsa do programa Mais Médicos (metade dos municípios tem menos médicos próprios do que tinha antes do programa), é hora do Governo criar a carreira federal da categoria, com ingresso por concurso público.
Assim, não vamos ter situações como São Paulo recebendo 10 vezes mais cubanos que estados como Alagoas, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Acre, Tocantins, Roraima e Amapá. Eles não foram para onde havia carência, mas para onde estavam os votos.
2. Carreira Estadual de Médico
Presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Paulo de Argollo Mendes, recebe a visita secretário estadual da Saúde, Dr. João Gabbardo dos Reis, na sede do sindicato.
O SIMERS está contribuindo para fazer do RS o pioneiro na criação da Carreira Estadual de Médico. O primeiro passo foi a implantação da comissão paritária, com integrantes do Sindicato e da Secretaria Estadual da Saúde. O grupo fará estudos e definirá a proposta, inspirando-se no modelo de juízes, promotores e defensores. A carreira reduzirá a concentração de profissionais na Capital, interiorizando os médicos.
3. Profissionais em número suficientenumero-cursos-medicina-paises
O Brasil tem 216 escolas médicas, é o segundo no mundo e só perde para a Índia em número de faculdade. A criação de novas escolas já mostrou que não é formando mais e mais médicos que o Brasil poderá um dia ser campeão em saúde. Chega também de improviso, de programas com data para começar e acabar, que agora atraem médicos com pontos para provas de residência. Há médicos em número suficiente, falta apenas contratá-los para atuar no SUS.
4. Operação Blitze SIMERS

O Sindicato está presente nos postos, Pronto Atendimentos e hospitais, mostrando a superlotação de emergências, a falta ou número suficiente de médicos e a dificuldade de pacientes em conseguir consultas com especialistas, além de exames e medicamentos com rapidez para assegurar a resolução do tratamento indicado pelo médico.
Desde março, a operação Blitze SIMERS percorre unidades de Porto Alegre e da Região Metropolitana. Os dirigentes, advogados e jornalistas do SIMERS visitam e checam problemas nos locais de atendimento. A ação resultará no dossiê SIMERS, a ser encaminhado a gestores, Ministério Público (MP), legislativos municipais e Assembleia Legislativa.
5. Solidariedade

Futuros médicos mobilizados pela solidariedade. Assim, centenas de estudantes de Medicina de 12 faculdades gaúchas deram um exemplo em mais uma edição do Trote Solidário, do Núcleo Acadêmico SIMERS (NAS). Os jovens foram aos bancos de sangue, ampliaram o cadastro dos doadores de medula óssea e fizeram plantão em frente a supermercados, recebendo a colaboração da comunidade com a entrega de itens não perecíveis, que ajudarão milhares de famílias.
6. Mais segurança

A crescente violência nos locais de atendimento mobiliza o Sindicato dia e noite, e expõe o efeito do número insuficiente de médicos para a demanda em serviços de emergência ou, simplesmente, a falta de opção – postos que não têm profissionais e funcionam em horários restritos. A cada chamado de ameaça de invasão,o SIMERS comparece imediatamente à unidade, aciona a Brigada Militar (BM) e registra ocorrência na Polícia e no MP.
São agressões físicas, invasões, medo. Desde 2006, foram 78 registros, 12 somente entre fevereiro e março, sendo 11 na Capital. O Posto de Saúde Modelo foi arrombado três vezes desde fevereiro. Na UPA Zona Norte, foram quatro ocorrências nos últimos 10 dias de março. O SIMERS pediu à presidente Dilma Rousseff, em nota pública,  a instalação de câmeras de vídeo na sala de espera da UPA, para monitorar a forma como a superintendência do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) faz a gestão da unidade.
7. Mais financiamento ao SUS
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O orçamento de R$ 109 bilhões da União em 2015 (sujeito a cortes) não vai garantir médico, remédio, exames e leitos. Enquanto isso, o governo Dilma paga quase 40% de seu caixa em juros aos bancos. A luta é que 10% da receita seja aplicada no SUS.  Caso contrário, o Brasil manterá uma vergonhosa lanterna nos gastos com os cuidados da saúde de cada brasileiro.
8. Metas do Milênio na Saúde
Inspirado na agenda dos Oito Objetivos do Milênio, definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Sindicato Médico contribui com processos para a qualidade de vida com saúde. Além de cuidar das necessidades dos médicos para o exercício de seu trabalho, da saúde e da segurança operacional de seus colaboradores, e zelar pelo bom atendimento nas redes de saúde, o SIMERS apoia ações de sustentabilidade.
O Sindicato promove a prevenção da poluição pelo uso racional dos seus recursos e da diminuição de impactos ambientais diversos, como o descarte controlado de lâmpadas fluorescentes e a redução da emissão de gases dos veículos a diesel. O SIMERS é a primeira entidade médica e o primeiro sindicato de categoria profissional no Brasil a receber a Certificação ISO 9000. Hoje conta ainda com as recertificações 9001, 14001 e 18001.

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