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16 janeiro 2015

Região Sul tentará negociar passivo de 2011 a 2014 com o Estado

Eleita para presidir o Conselho Regional de Desenvolvimento da Região Sul (Corede/Sul), a professora Roselani Silva estabeleceu entre as prioridades para a sua gestão - de 2015 a 2016 - a negociação do passivo existente de 2011 a 2014 com o governo do Estado. O valor, referente aos processos de Consulta Popular, supera os R$ 32 milhões. Mas, sabe-se, a situação do Rio Grande do Sul é de crise financeira.

Em conversa com o Diário Popular, Roselani disse que esta negociação será o primeiro passo de 2015. Ela crê que será um processo difícil, mas a Região tem projetos aprovados e, portanto, demandas que dependem destes recursos. Segundo ela, já houve um diálogo com o governador José Ivo Sartori (PMDB). "Entendemos que o governo tem dificuldades, mas nós precisamos negociar. Esquecer isso significa desconsiderar todo o processo."

Para garantir o pagamento da dívida é possível que se acerte a vinda dos recursos em prestações. A dificuldade, diz, deve vir nos primeiros anos, algo que tem ocorrido em todos os governos. A nova presidente do Corede/Sul ainda revela: às vezes, chega-se a passar os quatro anos de governo em negociação, enquanto recebe-se parcelas de governos anteriores. Roselani também destaca a importância de o Estado manter o compromisso com as regiões. Para a Região Sul, aposta que a criação de mais articulações políticas possam garantir uma melhor relação com o governo.

Para onde vai ou iria esta verba?
A lista é vasta. Educação, Saúde e Segurança de toda a Região. Os três campos têm necessidade de equipamentos e veículos. Na Saúde, ainda há exigência de obras nos hospitais. O caso mais grave é em Canguçu, no Hospital de Caridade, com três projetos de equipamentos aprovados. 

De acordo com a gestora hospitalar da instituição, Raquel Canez, um destes projetos foi transformado em verba de custeio para suprir um déficit mensal do hospital de aproximadamente R$ 500 mil. Os outros dois viriam para abastecer demandas como um gestor mais potente e materiais de uso hospitalar - aparelhos de eletrocardiograma e de uso cirúrgico.

Dois exemplos de projetos aprovados em Pelotas chegariam a um valor próximo de R$ 1 milhão. Um deles consistiria na implementação de uma escada rolante e um elevador na Estação Rodoviária de Pelotas (Eterpel). A escada rolante se juntaria à atual rampa em caracol, de acesso ao segundo andar. Já o elevador levaria do primeiro ao terceiro piso. O orçamento gira em torno dos R$ 350 mil.

Outro projeto, de aprovação mais antiga, é o de uma beneficiadora de mel, que seria construída no entroncamento da avenida 25 de julho com a BR-116. Ela seria gerida por uma cooperativa já existente e teria o objetivo de dar potencial para os produtores regionais de mel alcançarem mercados até internacionais. Este projeto foi orçado em um número próximo aos R$ 500 mil. "Já estão até defasados os orçamentos, faz tanto tempo", lamenta o coordenador da Unidade Gestora de Projetos (UGP), Jair Seidel.

Nova verba
Além das exigências do passivo, foram aprovados R$ 16 milhões para 2015. E para este dinheiro também já existem ações estratégicas. De acordo com Roselani, um exemplo é o dos equipamentos de neurocirurgia para o Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP). Em maio, médicos, estudantes de Medicina e colaboradores reuniram-se em frente a instituição para conscientizar a população sobre a importância do neurotrauma. 

No material entregue havia um pedido de votação popular junto ao Corede, na qual o HUSFP concorria para receber equipamentos neurocirúrgicos. À época, o neurologista Vinícius Guedes disse ao DP que esta era uma parte do hospital há mais de duas décadas sem investimentos.

Diário Popular

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