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10 dezembro 2014

Levante Popular da Juventude de Canguçu lança nota sobre Ditadura Militar

Documentos e fatos apurados pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) sobre a Ditadura Civil-Militar no Brasil serão entregues à presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (10). O ato marcará o encerramento de uma etapa de dois anos de investigação sobre os crimes cometidos por torturadores e agentes do regime que dominou o país por mais de duas décadas, entre 1964 e 1985.

O Levante Popular da Juventude de Canguçu (LPJ) é um dos movimentos sociais que apoia as investigações realizadas pela CNV, conforme explica o militante Cícero Silveira. "Há dois anos nós do Levante Popular da Juventude iniciamos uma ação em frente à casa de torturadores e agentes que atuaram durante o período da Ditadura no Brasil . Isso acabou culminando na criação da CNV, que durante dois anos levantou dados e colheu depoimentos para apurar os crimes cometidos naquele período", relata.
Foto: Divulgação  Levante

Na opinião do estudante, alguns depoimentos causaram espanto pela leviandade como os torturadores falavam de seus crimes de violação aos Direitos Humanos. "Muitos crimes já ficaram conhecidos e agora é preciso que a justiça seja exercida para punir os responsáveis", avalia.

Para marcar a data de entrega do relatório, militantes do LPJ de todo o país realizarão atos em defesa da revisão da Lei da Anistia e pedindo punição aos torturadores, já que neste dia será entregue o relatório final à presidenta.

Na avaliação dos militantes, a Lei da Anistia foi colocada em prática por aqueles que detinham o poder e acabou servindo como instrumento de esquecimento, para que permanecessem ocultos os crimes praticados pela Ditadura. "Por isso o dia de hoje é mais um dia de luta. Por memória e verdade, mas principalmente por justiça", conclui.

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