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20 novembro 2014

Canguçu comemora Dia da Consciência Negra

Neste dia 20 de Novembro de 2014 - data que marca a comemoração do Dia da Consciência Negra - acontecem diversas atividades comemorativas a data no município de Canguçu marcando a Semana da Consciência Negra.
Durante esta quinta-feira (20) uma mostra de produtos caseiros e artesanatos aconteceu na Praça Dr. Francisco Carlos dos Santos, no centro do município atraindo a atenção de diversas pessoas que prestigiaram e adquiriram produtos no local.

Já no ginásio de esportes Conrado Ernani Bento foi palco para o 1º FestQuilombola com apresentações artísticas e mostra afro realizada por escolas do município. Um belo evento em mais um show dado por alunos das escolas municipais garantindo, mais uma vez, o sucesso dos eventos no município.
Às 19h00 no Cine Teatro acontece a abertura oficial da Semana da Consciência Negra e desfile de escolha da "Mais Bela Negra". Haverá shows e um momento de reflexão.
No dia 23 de Novembro acontece o encerramento da semana com festa na comunidade Quilombola do Iguatemi no Salão Planalto a partir das 09h00.

Dia da Consciência Negra e suas implicações sociológicas

O sociólogo e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, João Clemente de Souza, comenta os aspectos que envolvem a data comemorativa na sociedade contemporânea.

O “Dia da Consciência Negra” é um momento de reflexão sobre o projeto de sociedade que estamos construindo. É uma forma de denunciar a situação do povo negro no Brasil. Em primeiro lugar, não se trata de dividir o mundo em brancos, índios, negros e amarelos, e sim de refletir sobre os ataques à humanidade. Quando um negro, ou qualquer pessoa, é desrespeitado em sua dignidade, toda a humanidade está sendo destruída. O capital, de Marx, chama atenção para o fato de que “um negro é um negro e nada mais do que um negro; ele só é escravo ou desvalorizado em determinados contextos de exploração e desigualdade social”. Vejamos, no Brasil, a violência tem uma cor, as profissões mais simples têm uma cor, a população que reside nos bolsões de miséria têm uma cor, os que estão fora da escola têm uma cor, as pessoas que são executadas têm uma cor. Quando fazemos uma análise dos indicadores sociais, as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade são afrodescendentes em sua maioria. O Brasil tem avançado bastante em políticas afirmativas. Um dos exemplos é a quota que tem levado muitos jovens à universidade. Precisamos ainda avançar muito e estar seguros de que a luta contra o preconceito racial e demais formas de preconceito é uma utopia para a construção de uma sociedade melhor.


CLIQUE AQUI PARA VER AS FOTOS DO FestQuilombola. fotos: Maidana Idiarte


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