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02 julho 2014

Pediatras alertam para o falso diagnóstico de tosse alérgica

Uma criança começa a tossir e alguém diz que deve ser tosse alérgica. Essa cena é recorrente em escolas e reuniões de família. Porém, esse termo é usado de forma incorreta, o que é motivo de preocupação para Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul. Não existe a chamada "tosse alérgica". De acordo com o pneumologista pediátrico, Paulo José Cauduro Marostica, muitos pais oferecem antialérgicos e antihistamínicos para crianças asmáticas pensando estar tratando a tosse, erroneamente.

- As crianças alérgicas frequentemente apresentam asma e a doença pode se manifestar apenas com tosse. Com isso, as pessoas fizeram a associação de que o antialérgico trataria o problema, o que está muito errado. Esse uso não tem comprovação científica. Ocorre exatamente o contrário, o remédio não faz efeito e ainda deixa a criança sonolenta, com aumento de apetite e de peso - destacou José Carlos Marotisca.

Segundo o pediatra de Belo Horizonte, Wilson Rocha Filho, é comum que as crianças tenham até dez viroses por ano. 

- A chamada tosse alérgica não tem respaldo da literatura. Existe o medicamento específico para asma, que deve ser dado para as crianças asmáticas. Estamos numa época do ano que é normal que o pequeno tenha uma ou duas viroses num mesmo mês. Crianças até cinco anos apresentam, em média, cinco viroses por ano - ressaltou Wilson Rocha Filho.

O pediatra lembra que a tosse é um mecanismo de defesa do corpo. Porém, alguns sintomas devem ser observados para que o tratamento mais adequado seja seguido. Quando a tosse dura mais de 15 dias, ou se a criança apresentar quadro de febre por mais de sete dias e catarro por 15, deve ser investigado por um médico pediatra. É sinal de que algo está fora do normal.


Sobre a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento específico da população infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho para a classe médica brasileira e, em especial, para a família pediátrica.

PlayPress Assessoria de Imprensa

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