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08 julho 2014

Leitor envia relato de descaso da Secretaria de Saúde

Um familiar indignado com o tratamento dado aos idosos pela prefeitura de Canguçu e a Secretaria de Saúde envia e-mail com relato de uma situação vivida por sua avó quando precisou realizar um exame em Pelotas. Confira o e-mail:

Gostaria de publicar esta denúncia contra a Secretaria de Saúde de Canguçu, eis os fatos:
Na sexta-feira passada, dia 4 de julho, conforme acordado com a prefeitura e a Sec. de Saúde o município, uma paciente (nome não divulgado por motivos de segurança) e sua acompanhante adentraram na lotação da prefeitura com destino ao hospital Santa Casa de Pelotas. O embarque marcado para às 6:00, foi feito, a paciente e sua acompanhante chegaram ao destino após as 7:30. Chegando em Pelotas, a lotação da prefeitura desembarcou a paciente fora do local combinado, que era o hospital da Santa Casa. O dia era muito chuvoso, frio e escuro. A lotação desembarcou a paciente uma quadra antes, doente, precisando de cuidados especiais por estar em estado muito abalado psicologicamente devido a gravidade da doença que sofre e do infarto que havia sofrido dias antes. A paciente, juntamente com sua acompanhante tiveram de caminhar na chuva para chegar ao hospital. 
Após isso, chegando ao destino, o procedimento marcado para às 7:00 não foi realizado no devido horário previamente marcado, pois além da lotação chegar fora do horário estipulado, desembarco a paciente e sua acompanhante antes do local previsto, não entregou no hospital a identificação da paciente, deixando-a paciente sem identificação perante os demais pacientes que saíram de Canguçu para algum procedimento em Pelotas. Após isso, a identificação só foi feita às 11:30 da manhã, horário em que o hospital conseguiu identificar a paciente e qual procedimento lhe seria feito. Ao meio-dia a paciente entrou no bloco cirúrgico, às 13:30 a paciente saiu do bloco cirúrgico e deu entrada em um dos quartos, para se restabelecer da cirurgia e dos efeitos da anestesia, mas para sua surpresa, a lotação da prefeitura já havia retornado à Canguçu sem o devido aviso, lhe deixando para trás, esquecida?! 
A paciente, abalada ainda pelos efeitos da anestesia que fora muito forte e a fez perder a visão, sofrer de forte dores de cabeça e ter dificuldade ao locomover-se, precisando ser amparada para caminhar até de forma lenta. Neste mesmo dia chuvoso, a paciente teve que pagar do seu bolso táxi e dirigir-se à rodoviária de Pelotas com sua acompanhante, para retornar à Canguçu em ônibus de linha, pois a prefeitura havia lhe deixado para trás sem qualquer aviso, sem qualquer recado, sem nada dito.
O caso é de indignação pois a paciente encontra-se muito doente até o presente momento, psicologicamente mais abalada do que já estava, pois o medo de ficar sozinha, desamparada e doente em outra cidade, onde não sabe se guiar pelas ruas e avenidas lhe poderia causar transtornos maiores ainda que a doença que sofre, que já é grave e danosa à sua saúde mental e fisiológica. Ambas poderiam ser assaltadas, duas pessoas do sexo feminino, idosas e deixadas para trás, com alguém doente, seria uma presa fácil aos criminosos locais.

ASS: S.A.W

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