" Prezado Augusto – Blog Canguçu em Foco:
Boa tarde.
Meu nome é
Carlos Benhur Nunes Jacondino, registrado do Conselho Regional de Contabilidade
do RS (CRCRS) sob o nº. 62682 e exerço, como funcionário contratado desde
01/03/1999, portanto há 15 anos, a função de Contador no Hospital de Caridade
de Canguçu.
Escrevo
para esclarecer matéria postada em seu blog, a respeito da reunião realizada na
data de ontem, 16/04/2014 no Hospital de Caridade de Canguçu, tendo como
participantes a atual Gestão Interventora do Hospital, integrantes da nova
Diretoria eleita da Instituição, Prefeito, Vereadores e imprensa.
Especificamente com relação ao parágrafo terceiro, que faz referência aos
trabalhos de Contabilidade da Instituição, é importante que seja registrado o
seguinte:
1º) Não existe por parte do Setor de Contabilidade do Hospital,
nenhuma responsabilidade quanto à apresentação da referida prestação de contas
a que o Sr. Gilberto Mussi se refere no início do parágrafo. Até porque a
referida prestação de contas, apesar de muito cobrada pela atual Gestão
Interventora e corroborada pela Diretoria Eleita para que seja apresentada por
este Contador, não teve critérios estabelecidos de forma clara até o presente
momento. Não existe prestação de contas de algo que não se tenha clareza, que
não se saiba quais dados devem ser fornecidos, quais documentos devem ser
apresentados e de que forma esta prestação de contas tem que ser montada.
Como responsável pelas
prestações de contas de todos os recursos públicos recebidos pelo Hospital nos
14 anos que antecederam a Intervenção, sem que nunca tivesse havido qualquer
problema, justamente por haver respeito aos procedimentos especificados nas
cláusulas de prestação de contas de cada um deles, faço a seguinte pergunta?
Como posso atender agora, um ano após o início do processo de Intervenção, a
uma prestação de contas sem embasamento algum ???
2º) A Contabilidade do Hospital está, de fato, atrasada. Entretanto,
não existe nenhum absurdo nesta situação, levando-se em consideração as
inúmeras dificuldades enfrentadas por este Contador, ao longo do processo de
Intervenção no Hospital e principalmente, das inúmeras inconsistências
administrativas cometidas pela Gestão Interventora, na condução dos processos
que deveriam ser normais e regulares em uma Instituição
Filantrópica , mas que ao longo de todo processo, não foram.
Apesar de ter havido por parte deste Contador,
com 15 anos de experiência de trabalho nesta Instituição Filantrópica, bem como
de outros setores importantes e cruciais para o bom andamento das rotinas de
trabalho dentro de Instituição, sempre e desde o início do processo de
Intervenção, na tentativa de alertar sobre procedimentos e decisões que estavam
sendo tomadas de forma incorreta, à maioria deles foram simplesmente ignorados.
Em nenhum momento houve
confiança nas informações e orientações repassadas, e isto, por óbvio e para
quem realmente tem conhecimento das rotinas específicas e das responsabilidades
que são exigidas de uma Instituição Filantrópica, colaboraram de forma
definitiva para que o Setor de Contabilidade não tenha tido condições de
colocar em dia os trabalhos.
3º) Se existe uma caixa preta na Instituição Hospital de
Caridade de Canguçu, como colocou o Sr. Gilberto Mussi, esta, com certeza, não está
no Setor de Contabilidade do Hospital de Caridade de Canguçu. Que fique claro
que a Contabilidade que está sob minha responsabilidade é devidamente Auditada
por Auditoria Externa Independente e também devidamente publicada em Jornal de
circulação na região, como prega a Legislação, composta do respectivo PARECER
DE AUDITORIA.
Portanto, é preciso ter
responsabilidade e conhecimento quando uma colocação destas é feita, até porque
está se colocando em dúvida, além da idoneidade deste Contador, também, o
trabalho de Empresas de Auditoria devidamente constituídas e com capacidade
técnica e autorização expressa e formal da CVM (Comissão de Valores
Mobiliários) para a realização de trabalhos de Auditoria. Todas as informações
Contábeis e financeiras do Hospital, até o ano de 2012, ESTÃO DEVIDAMENTE
AUDITADAS E PUBLICADAS para que qualquer cidadão acesse quando quiser. Não posso
aceitar que façam comentários a respeito do trabalho sério que sempre exerci
dentro da Instituição desta forma, publicamente e sem nenhum conhecimento de
causa.
É preciso dizer que o
atual Gestor Administrativo da Instituição TEM ACESSO IRRESTRITO, a qualquer
hora do dia, em qualquer dia da semana, aos Balancetes da Instituição. Se estes
Balancetes não estão sendo apresentados para avaliação da nova Diretoria
eleita, é preciso que fique claro que deve haver uma cobrança expressa ao mesmo
e não a este Contador e, especialmente, não da forma pública que está sendo
feita.
Neste momento, existem
duas Auditorias instaladas no Hospital, realizando trabalhos de Auditagem
Contábil e Financeira, visando os trabalhos de encerramento do Balanço da
Instituição do exercício de 2013, bem como do exercício de 2012, apesar deste
já ter sido objeto de Auditoria. Esclareço que o prazo para a conclusão dos
trabalhos de Balanço é 30/04 de cada ano e, também, principalmente, que os
referidos trabalhos ainda não foram concluídos em função das inconsistências as
quais me referi no item dois (2) acima.
4º) Certamente que o Balanço da Instituição será apresentado à
nova Diretoria eleita, com a presença dos Auditores, como sempre foi feito até
a Intervenção da Instituição, para que sejam devidamente esclarecidas as
situações que surjam, assim que os mesmos tenham condições de concluir seus
trabalhos e emitir seus relatórios de Auditoria e, principalmente, o Parecer
Contábil.
Sempre houve por parte
deste Contador o máximo cuidado na condução dos trabalhos até aqui realizados e
a prova maior é que até hoje a Instituição mantém o Certificado de Entidade
Beneficente de Assistência Social (CEBAS).
Diante desta situação, neste momento, passo a
ser o maior interessado na apresentação dos documentos Contábeis da Instituição
relativos ao exercício de 2013, para que não pairem dúvidas ou questionamentos
infundados a respeito do trabalho realizado à frente da Contabilidade da
Instituição.
É preciso seriedade
quando se colocam as situações, para que não haja a impressão, de parte
daquelas pessoas que estão lendo as matérias sem realmente saber da realidade
dos fatos, de que possa estar havendo negligência ou falta de responsabilidade
ou comprometimento de quem está sendo cobrado publicamente mas que até o
presente momento sempre esteve à disposição para prestar qualquer
esclarecimento.
Peço a gentileza de
publicar na integra o texto acima.
Att.
Carlos Benhur Nunes
Jacondino.
Contador do Hospital de
Caridade de Canguçu
CRCRS 62682"
Leita também
http://www.cangucuemfoco.com.br/2014/04/associacao-do-hospital-realiza-reuniao.html
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http://www.cangucuemfoco.com.br/2014/04/associacao-do-hospital-realiza-reuniao.html
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