Pais e alunos da escola estadual de ensino médio Alberto Pasquialini, no terceiro distrito de Canguçu, estiveram reunidos, na manhã desta segunda-feira (25) com o coordenador regional de educação (5ª CRE), Cirio Almeida, para expor sua preocupação com a troca de alunos dos primeiros anos do ensino fundamental daquela escola para escolas da rede municipal, em especial para escola Euclides da Cunha. A mudança é uma ação da 5ª CRE para adequar a escola Pasqualini quanto a oferta de estrutura para o ensino médio na localidade. O coordenador lembrou que a responsabilidade do estado, quanto a educação, é no ensino médio e o fundamental do município.
O clima do encontro era de apreensão. Os alunos do 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental não querem a troca de escola, assim como os pais. Para a escola, que luta por reformas para atender melhor os alunos, também não é um bom negócio. Os professores lembram que são os pais dos alunos da séries iniciais que participam mais ativamente da vida escolar nos conselhos de pais e ajudando nas obras escolas e nas necessidades mais urgentes que não são atendidas pelo estado.
Atualmente a escola precisaria, de no mínimo, mais duas salas de aula para atender com plenitude todas as aulas e turmas, e em palavras do próprio coordenador não serão feitas obras em 2014 naquela escola. Obras necessárias, inclusive. Existem apenas dois banheiros para algo em torno de 300 alunos. O objetivo da 5ª CRE é esvaziar as salas utilizadas pelos anos iniciais e estas serem utilizadas pelo ensino médio, que com o ensino politécnico terá aulas em dois turnos. A medida também será gradativa já que com o passar dos anos também serão eliminadas a 4ª e 5ª séries.
Somente dois banheiros para 300 alunos. 5ª CRE revela que não ocorrerão obras.
Para o município o acréscimo de alunos da rede municipal também pode representar mais recursos para a área o que estaria seduzindo o Executivo pela oferta de abrigar os alunos.
Único representante do legislativo o vereador César Silva (PSB) conversou com a comunidade local ouvindo os anseios dos pais presentes e das próprias crianças - muitas chorando e dizendo que não querem trocar de escola.
César comentou que não deveria ser tão difícil para o estado construir duas salas na escola e assim manter lá as séries iniciais. "Tem dinheiro para copa do mundo e outras coisas e não tem para construir duas salas e banheiros na escola", comentou, indignado.



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