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04 novembro 2013

Prefeito fala sobre decreto de emergência em Canguçu

O prefeito Gerson Nunes (PT) falou, na manhã desta segunda-feira (04), do Decreto de Emergência 6.011/2013220 assinado em virtude das fortes chuvas no município que chegaram a acumular 300 mm em alguns locais provocando uma série de prejuízos. Nunes comentou que agora aguarda aprovação do decreto pela Defesa Civil Nacional para viabilizar a busca dos recursos para reparos em pontes, estradas e áreas da zona urbana. O grande acúmulo de água, de forma rápida, deixou vários prejuízos em lavouras de fumo e ruas do município. "Uma precipitação muito rápida, em 30 minutos foram 60 mm. Perdas em lavouras, em estradas que fizemos em quase toda totalidade agora está praticamente na estaca zero. As pontes foi muito grave, mais de 30 pontes perdidas, algumas levadas pela correnteza", comentou.
Para a formulação do decreto foi feito um levantamento junto a EMATER e o município contou com ajuda
de técnicos da Defesa Civil do RS. 

MARCHA DOS PREFEITOS
O prefeito participou da Marcha dos Prefeitos junto ao Governador Tarso Genro (PT) quando um grupo de administradores municipais esteve entregando uma série de demandas para o gestor estadual  - principalmente no pedido de maior liberação de recursos. 
Para fechar as contas em dia na administração municipal também foi entregue pedido de antecipação dos valores do ICMS, como já aconteceu em outros anos.
Conforme o presidente da Federação dos Municípios do RS (FAMURS), Valdir Andres, a crise dos municípios é um tema que atinge a grande parte dos municípios gaúchos. "Cerca de 30% das prefeituras deve ter problemas para fechar as contas no final do ano. Sem auxílio do governo estadual, será difícil reverter essa situação", alertou. Entre as demandas que a Famurs pleiteia junto ao Estado está o repasse emergencial de R$ 200 milhões às prefeituras. O valor corresponde a metade de uma parcela mensal de ICMS que as prefeituras recebem ao longo do ano. A Famurs entende que esse dinheiro pode sair dos R$ 4 bilhões que o governo estadual teve acesso via depósitos judiciais.

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