NOVANET

Vida Plena

Gordices da KÁ

15 maio 2013

Dívida do hospital chega a R$ 13 milhões

Passados 13 dias da intervenção feita no hospital de caridade de Canguçu (HCC) a comissão responsável pela administração da entidade, liderada pelo gestor Beto Boemeke, concedeu uma entrevista coletiva a imprensa e representantes de entidades do município na Câmara Municipal de Vereadores. Também participaram do encontro o prefeito Gerson Nunes e os  vereadores. Definindo a instituição como complexa, uma "prefeitura de menor porte", Beto Boemeke anunciou que somadas as dívidas consolidadas do hospital chegam a R$ 13 milhões. Até maio de 2013 são R$ 2 milhões e 400 mil, até dezembro de 2013 R$ 6 milhões e 700 mil e ainda R$ 6 milhões e 3 mil em dívidas futuras com mais de 100 credores e em um déficit mensal de R$ 255 mil reais. As principais dívidas são com os fornecedores e instituições bancárias.
Fotos: Augusto Pinz

Boemeke ( de preto na foto ao lado do prefeito Gerson) destacou que não foi identificado, até o momento, prova ou evidência de nenhum desvio dentro do hospital. Foi identificado um erro de gestão com problemas de endividamento e relações humanas com funcionários. Também o formato das compras, descentralizado, com pouco controle e sem planejamento. "Há pouco controle de estoques e nenhum levantamento patrimonial", comentou, lembrando que existem poucos registros das atividades da instituição.
Em relação as dependências do hospital de caridade de Canguçu o gestor classificou como uma estrutura boa, porém, o Pronto Socorro não estaria nas condições ideais. "Estamos altamente preocupados com a situação do pronto socorro. São problemas no espaço físico, muitas curvas para as macas, rampas, banheiros em péssimas condições e falta de equipamentos básicos", falou.
Outros temas lembrados foram das UTIs adulta e neonatal. A primeira está com grandes chances de retomar seu atendimento. Já a segunda não há previsão pela complexidade do atendimento e falta de corpo técnico na região.
Beto Boemeke também relatou que está com dificuldades para a questão envolvendo anestesia. Existem 27 cirurgias pendentes. Ele também lembrou que pretende buscar contratações técnicas que entendam o real sentido da competência do hospital de caridade de Canguçu. Do quadro do hospital apenas 3 pessoas foram demitidas e outras 4 pediram demissão.
Representando a Cruz Vermelha, que tem dado apoio neste novo momento do hospital, o Dr. Sérgio Machado lembrou que é importante apoio dos governos Federal, Estadual e Municipal para que seja superado o atual momento. Ele também lembrou que a população precisa conhecer o hospital que tem. Membro da comissão que comanda o HCC, o bancário Giovani Boteselli, fez um relato do trabalho da comissão que ele classificou como não apenas um grupo de pessoas, mas sim, um movimento que representa toda uma comunidade. "A comissão não tem partido, bandeira, queremos é a verdade e o bem da população", assegurou. Boteselli também lembrou que a situação de uma ação junto ao HCC se fez necessária quando surgiram os boatos do fechamento da instituição. "Chegamos lá e nos deparamos com médicos que não recebiam", comentou. Este fato estaria causando problemas nas escalas e plantões e que agora começam a ser resolvidos com o apoio da comissão.

Nenhum comentário: