A Situação da UTI Neonatal do município de Canguçu será debatida em Porto Alegre (POA) na quara-feira (13) na Secretaria Estadual de Saúde com o Secretário Ciro Simoni, o Coordenador Regional da 3ª Coordenadoria, Milton Martins (Miltinho), a deputada estadual Miriam Marroni (PT) e o Prefeito de Canguçu, Gerson Nunes. Em entrevista a rádio Liberdade AM nesta manhã, Miltinho - que é natural de Canguçu - disse que serão decididas as políticas públicas de saúde e o que será feito em Canguçu. Sobre a UTI Neonatal ele disse que foi feito um investimento no hospital para a instalação da UTI e que terá que funcionar ou será dado um destino para os equipamentos. "O governo de estado, com parecer da nossa Coordenadoria, terá que tomar uma posição. Ou ela fecha definitivamente e faz ou faz uma discussão para abrir, como irá abrir e quem irá fazer a coordenação deste novo processo", disse.
Miltinho. Foto: Bianca Fonseca
Em relação ao possível fechamento do hospital pela falta de recursos o tema também será debatido na capital. Miltinho lembrou que o contrato está vencido entre Estado e o Hospital que gera quase R$ 100 mil de investimento junto ao hospital de caridade local. O coordenador disse que esteve no município e ouviu que a opinião pública reivindica melhor atendimento no hospital. "Seguido a gente é pego de surpresa com uma indisposição de um médico que não quer cumprir o plantão. O Contrato é preto no branco, do lado de cá do balcão tá quem paga e do outro quem cumpre. E nós não vamos abrir mão disso, por isso vamos a Porto Alegre tirar uma decisão política", assegurou, lembrando que o hospital precisa funcionar a pleno. "Se tiver que abrir uma discussão sobre a gestão do hospital de Canguçu, ela será aberta", falou, revelando que estaria disposto para o debate da sucessão do atual administrador Fernando Gomes. Miltinho lembrou que se tiver que fazer mais investimentos em Canguçu será feito."Agora, não vamos abrir mão de que o povo fique enrolado de lá e pra cá sem cumprir o que está em contrato", falando do convênio entre SUS e hospital feito pelo estado.
O Coordenador lembrou que toda a região tem demandas grandes na área da saúde, como por exemplo Rio Grande que debate um acordo final para atendimento traumatologia. "Rio Grande é referência para vários atendimentos de várias cidades", comenta. Em Rio Grande o convênio chega a R$ 54 milhões.
Na sexta-feira (15) Miltinho falará novamente na Rádio Liberdade AM no programa "Manhã Especial" para avaliar a reunião e trazer mais informações do andamento das negociações.
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