Nossa leitora Marta envia um relato de situação vivida na UTI de Canguçu. Confira: (lembrando que nosso e-mail é gutopinz@yahoo.com.br você também pode enviar sua manifestação)
"Num dia especial como hoje (13) onde estavam reunidas autoridades em Porto Alegre para decidir sobre a reabertura da nossa UTI Neonatal, venho fazer um relato de indignação pelo acontecido hoje dia 13 de março de 2013 dentro da UTI do nosso hospital de Canguçu, para que a comunidade e as autoridades competentes tomem conhecimento.
Meu pai, Francisco de Paula Àvila Freitas, 82 anos, o Seu Chico como todos chamavam, estava internado desde domingo dia 10 infartado, todos nós sabíamos que às 72 horas pós -infarto é o período crítico, mas
deixamos na UTI esperando pelo melhor tratamento, perguntei sempre se não era melhor levar para Pelotas em busca de melhor recurso, me respondiam que o tratamento é igual em qualquer UTI que aqui ele
estava bem cuidado.
Cheguei hoje pela manhã no horário de visita, entrei disse quem eu ia ver, mandaram lavar as mãos como de costume e fui ver meu pai, todos os enfermeiros estavam sentados na bancada, a cortina do leito do meu
pai semi- fechada, os enfermeiros não o enxergavam, abri e para minha surpresa ele estava morto, corri chamei os enfermeiros eles responderam teu pai está dormindo, chama que ele acorda.
Não imaginam o choque que eu levei, tive que pedir mais de uma vez para eles virem e quando chegaram perto do leito levaram uma surpresa maior que eu, pois nenhum deles tinha percebido. Deixo aqui minha
indignação para que ninguém passe o que a nossa família passou, não estou culpando ninguém, mas não posso aceitar que dentro da UTI uma pessoa morra sem que eles percebam, de que adianta os aparelhos!
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