O hospital de caridade de Canguçu está com sérias dificuldades financeiras. As informações dos problemas, já conhecidos pela comunidade, mas nunca tratados tão claramente, ocorreram durante o programa de rádio "Manhã Especial", da Rádio Liberdade AM na manhã desta terça-feira (26).
O vereador César Madrid (PP) foi até a rádio levar uma série de reclamações referentes ao atendimento do hospital e reivindicações de médicos e pacientes. O vereador colocou o administrador em uma saia justa revelando ao público o salário mensal de R$ 7 mil pago dos cofres do hospital. Logo após sua explanação o superintendente do hospital, Fernando Gomes, entrou no ar para responder as críticas e realizar alguns esclarecimentos.
Segundo ele a receita dos serviços não paga as despesas existentes. “É um cobertor curto. Falando popularmente, tapa a cabeça destapa os pés ou vice-versa.” Disse ainda que está com INSS, fundo de garantia, tudo em dia para os funcionários, diferente de outros hospitais que não fazem estes pagamentos. Apesar disso são vários relatos de profissionais que revelam atraso nos salários da instituição.
O grande comprador de serviço do hospital é o sistema único de saúde (SUS) e as tabelas não condizem com as realidades dos gastos defasadas há muitos anos. Não existe equilíbrio econômico e financeiro do contrato. “Não queremos ter lucros, mas que empatem as despesas”, disse. Fernando ainda comentou que o déficit mensal, somente com SUS, é de aproximadamente R$ 100 mil por mês. Ele ainda lembrou que o contrato do SUS venceu em 31 de Dezembro de 2012 e já foi enviada documentação para renovação que até o momento não ocorreu. “Mas mesmo assim seguimos atendendo”, afirma.
Gomes também revelou que não há contrato para os profissionais do Pronto Socorro e por este motivo ele tem pago com recursos próprios o salário dos funcionários. “O Pronto Socorro estou pagando os profissionais do meu próprio bolso”, disse, dizendo usar economias próprias dos trinta anos de profissão como médico.
O superintendente disse que recebeu a visita do Coordenador regional da Saúde, Milton Martins - O miltinho, que garantiu que irá dar atenção especial as renovações dos convênios com a entidade.
UTI NEONATAL
Sobre a UTI Neonatal, que elevou Canguçu negativamente no Rio Grande do Sul, o superintendente revela que o estado não nos diz absolutamente nada sobre o caso. "Eles dizem que tem equipe médica credenciada, nós temos desde outubro de 2012", comentou.
CONSULTA POPULAR
Fernando Gomes falou também sobre o atraso das verbas da consulta popular que deveriam vir para o hospital. "O Governo do Estado está com três consultas atrasadas", falou. Segundo Fernando, sem os convênios e estes repasses o hospital vai fechar ou ter seu atendimento reduzido.
O vereador César Madrid (PP) foi até a rádio levar uma série de reclamações referentes ao atendimento do hospital e reivindicações de médicos e pacientes. O vereador colocou o administrador em uma saia justa revelando ao público o salário mensal de R$ 7 mil pago dos cofres do hospital. Logo após sua explanação o superintendente do hospital, Fernando Gomes, entrou no ar para responder as críticas e realizar alguns esclarecimentos.
Segundo ele a receita dos serviços não paga as despesas existentes. “É um cobertor curto. Falando popularmente, tapa a cabeça destapa os pés ou vice-versa.” Disse ainda que está com INSS, fundo de garantia, tudo em dia para os funcionários, diferente de outros hospitais que não fazem estes pagamentos. Apesar disso são vários relatos de profissionais que revelam atraso nos salários da instituição.
O grande comprador de serviço do hospital é o sistema único de saúde (SUS) e as tabelas não condizem com as realidades dos gastos defasadas há muitos anos. Não existe equilíbrio econômico e financeiro do contrato. “Não queremos ter lucros, mas que empatem as despesas”, disse. Fernando ainda comentou que o déficit mensal, somente com SUS, é de aproximadamente R$ 100 mil por mês. Ele ainda lembrou que o contrato do SUS venceu em 31 de Dezembro de 2012 e já foi enviada documentação para renovação que até o momento não ocorreu. “Mas mesmo assim seguimos atendendo”, afirma.
Gomes também revelou que não há contrato para os profissionais do Pronto Socorro e por este motivo ele tem pago com recursos próprios o salário dos funcionários. “O Pronto Socorro estou pagando os profissionais do meu próprio bolso”, disse, dizendo usar economias próprias dos trinta anos de profissão como médico.
O superintendente disse que recebeu a visita do Coordenador regional da Saúde, Milton Martins - O miltinho, que garantiu que irá dar atenção especial as renovações dos convênios com a entidade.
UTI NEONATAL
Sobre a UTI Neonatal, que elevou Canguçu negativamente no Rio Grande do Sul, o superintendente revela que o estado não nos diz absolutamente nada sobre o caso. "Eles dizem que tem equipe médica credenciada, nós temos desde outubro de 2012", comentou.
CONSULTA POPULAR
Fernando Gomes falou também sobre o atraso das verbas da consulta popular que deveriam vir para o hospital. "O Governo do Estado está com três consultas atrasadas", falou. Segundo Fernando, sem os convênios e estes repasses o hospital vai fechar ou ter seu atendimento reduzido.
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