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13 dezembro 2012

Adilson Schuch fala da cassação e ação do MP

Em entrevista para rádio Liberdade AM, Adilson Schuch, vereador eleito que teve sua candidatura cassada na terça-feira (11) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), falou dos fatos que levaram a esta cassação e outros pontos de seu futuro político. Ele disse que na sua acusação foi colocado como se o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e a figura dele fossem uma só pessoa. "O MPA não cometeu nenhum crime. Foi uma ação importante (cartões de emergência rural) que beneficiou 2.500 pessoas com mais de um milhão e meio de reais na economia", falou. O Ministério Público afirma que o candidato foi beneficiado, indiretamente, por esta ação do governo. Schuch também rebate que a questão de ter recebido R$ 10,00 por cada cartão, outras entidades também cobravam e caso não recebessem não faziam o encaminhamento. 
Schuch alega perseguição de um grupo de promotores que persegue os movimentos sociais. Ele disse que a promotora do município faz parte deste grupo. "Eu conheço bem a promotora Camila", disse, referindo-se a promotora de Canguçu, Camile Balzano de Matos, falando que seus pais trabalharam durante trinta anos em uma fazenda da promotora, nos anos 90. "A Dra. Camila tem que refletir a forma que o Ministério Público me criminalizou, não deixando eu fazer campanha, passei todo o tempo respondendo. Ela nasceu em berço de ouro, não conhece a realidade e ela se incomoda em ter dinheiro a fundo perdido para pobre(...) Ela não pode usar assim quando é do teu interesse usar a lei". Adilson chegou a dizer que foi criado como "irmão de criação" da promotora na mesma fazenda revelando profunda mágoa. "Isso é verdade que eu estou falando e me responsabilizo", afirmou durante a entrevista. "O Trabalho do MPA não pode ser criminalizado", reforçou. "A questão da minha candidatura foi uma consequência.  A justificativa sempre foi que o MPA tinha cometido um erro. A intenção foi sempre criminalizar o MPA e me pegou por tabela", falou. Shuch ainda comentou que em 2002 a promotora se alegou impedida de acusá-lo em uma outra ação junto a Prefeitura.
Adilson disse que está analisando a sentença. Para ele a derrota de 7 x 0 torna praticamente inviável recorrer. Sobre quem assumirá sua vaga, Schuch pediu que o primeiro suplente - Nevinho Nornberg (PDT) - assuma o mandato. Caso ele se licencie para assumir uma secretaria - Provavelmente de Obras - a vaga ficaria para o segundo suplente, Avacir Matias o "Formiga". Segundo Adilson a denúncia que levou a sua cassação partiu justamente de Formiga que agora pode ser beneficiado. "Eu acho que a coligação não irá premiar ele (formiga) que agiu de uma forma errada. O Nevinho merece assumir, pois, jogou limpo. Peço publicamente para o Nevinho assumir, ele tem condições e vai representar muito bem nossa coligação", falou.
A coligação "Para Mudar de Verdade", a qual Adilson fez parte também foi multada em 5 mil UFIR. Shuch disse que espera que a comissão de ética do seu partido, PT, tome providências em relação a esta ação de um companheiro ter feito a denúncia contra ele. Ao final da entrevista ele disse: "Todas as declarações que dei aqui pensei muito. É uma posição minha e tudo que disse me responsabilizo por ela", finalizou.

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