“Quem
manda nessa favela somos nós.” Foi exatamente isso que queriam dizer os
traficantes da favela da Chatuba no Rio de Janeiro ao executar seis jovens pelo
simples fato de morarem em uma favela vizinha.
Não
é diferente com os atentados terroristas, como também não é diferente da
violência dentro dos lares, ou ao apelo pela aprovação do aborto. Tudo gira em
torno do: “quem manda aqui sou eu!”
Na
Bíblia lemos que Pilatos mandou matar alguns galileus que estavam no templo. A
chacina foi tão violenta que o sangue dos galileus se misturou com o sangue dos
sacrifícios (Lc 13.1).
Pilatos,
assim como os traficantes, quis mostrar força, porém revelou fraqueza. Afinal,
quando falta argumento o jeito é gritar. Quando falta domínio natural, apela-se
a violência.
Cada
um de nós é um pouco de Pilatos. Cada um gosta de se fazer deusinho de algum
lugar.
Os
discípulos de Jesus, seguindo a natureza pecaminosa presente em todo ser humano,
igualmente queriam marcar território. Cada um queria ser mais importante do que
outro. Porém Jesus os ensinou que nem mesmo Ele veio para ser servido, mas para
servir e dar a sua vida em favor dos outros (Mc 10.45).
Diante
de Pilatos, Jesus afirmou que seu Reino não é desse mundo (Jo 18.36). Enquanto
autoridades e facções buscam poder e exigem que outros se curvem, Cristo lava
os pés dos discípulos em humildade (Jo 13) e ensina a oferecer a outra face.
Ensina que é ignorante o caminho daquele que quer ganhar e dominar as coisas –
pois de que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mc 8.36).
Por
último, para vencer as forças do mal, Jesus não convoca um exército de anjos
dispostos a uma chacina, mas antes, oferece seu próprio sangue, sofrendo sobre
si a condenação pelos pecados do mundo inteiro – inclusive os pecados de
violência. Ele ressuscitou e quer conceder vida em abundância a todos os que
nele creem, reconhecendo que há um único Deus e Senhor de tudo e de todos.
Pastor
Ismar L. Pinz
Comunidade
Luterana Cristo Redentor
12/09/22012
- Bairro Três Vendas, Pelotas, RS
Nenhum comentário:
Postar um comentário