NOVANET

Vida Plena

Gordices da KÁ

09 agosto 2012

Paternidade e Paternalismo


A crise de autoridade que vive a presente sociedade começa em casa e alcança as altas lideranças públicas envolvidas em conflitos como o da Síria ou em mensalões como aqui no Brasil.
Por isso, levantemos a bandeira da paternidade consciente, presente, firme, mas amável! E não num paternalismo que passa a mão sobre as injustiças, paparicando e formando filhos mimados e corruptos.
Que a paternidade seja um porto seguro, e não um mar de tempestades, certo de que temos um Deus que é Pai Supremo, que acalma as violentas ondas e nos segura pela mão, evitando que as ventanias de dificuldades nos tirem do caminho certo.
Compartilho nesse sentido, uma boa reflexão apresentada pelo colega Marcos Schmidt de Novo Hamburgo, conforme segue:
“Deus é comparado com muitas coisas na Bíblia: patrão, dono de plantação, pastor de ovelhas, luz, sol, fogo, etc. São metáforas, símbolos. No entanto, apesar de ser comparado com um pai, Deus é Pai em pessoa. Deus não é mãe mesmo quando é igual a uma mãe. Assim, não existe o Deus Pai, Mãe, Filho e Espírito Santo. Isto é uma ideia do politicamente correto, mas teologicamente errada. Da mesma forma, Deus não é Pai porque somos pais. Nós somos pais porque Ele é Pai. É uma questão de ordem na igreja e na família.
Assim é preciso deixar Deus ser Pai. É preciso deixar o homem ser pai. O psicanalista francês Charles Melman numa edição da Veja avisou: “Pela primeira vez na história a instituição familiar está desaparecendo e as consequências são imprevisíveis”. Segundo Melman, a ausência paterna no lar é a principal causa deste declínio. Para o psicanalista brasileiro Rubens de Aguiar Maciel, o pai é uma figura fundamental no papel e na sua função que tem para a personalidade da criança: “O papel de pai é mais normativo, tem a ver com as obrigações morais que ele deve ter diante de sua família. A função é algo mais profundo, diz respeito ao mundo interno da criança, à sua personalidade, seu lado emocional". Por isto os dados do Censo do IBGE 2010 preocupam quando afirmam que a quantidade de núcleos familiares no Brasil que seguem o modelo tradicional, pai mãe e filhos, representa menos da metade. Os números do Censo Escolar de 2009 já diziam que 5 milhões de estudantes não têm paternidade reconhecida na certidão de nascimento.
Evidentemente que não basta ser um pai presente. Têm pais que estão juntos e matam os filhos. Por isto a ordem do Pai dos pais: “Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos” (Efésios 6.4).”
Após estas palavras do colega Marcos, concluo convidando a todos para que creiam em Jesus e relembrem o que está escrito em João 1.12: “Porém alguns creram nele, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus”  - se somos filhos por meio da fé, cremos que  somos disciplinados para o nosso próprio bem, sem um paternalismo inconsequente. Por outro lado temos reservado, por causa da bondade do Pai, a herança maior, que é a vida eterna.
Pastor Ismar Pinz
Comunidade Cristo Redentor, Três Vendas, Pelotas, RS.

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