A crise de autoridade que vive a presente sociedade
começa em casa e alcança as altas lideranças públicas envolvidas em conflitos
como o da Síria ou em mensalões como aqui no Brasil.
Por isso, levantemos a bandeira da paternidade
consciente, presente, firme, mas amável! E não num paternalismo que passa a mão
sobre as injustiças, paparicando e formando filhos mimados e corruptos.
Que a paternidade seja um porto seguro, e não um mar
de tempestades, certo de que temos um Deus que é Pai Supremo, que acalma as
violentas ondas e nos segura pela mão, evitando que as ventanias de
dificuldades nos tirem do caminho certo.
Compartilho nesse sentido, uma boa reflexão
apresentada pelo colega Marcos Schmidt de Novo Hamburgo, conforme segue:
“Deus é comparado com muitas coisas na Bíblia:
patrão, dono de plantação, pastor de ovelhas, luz, sol, fogo, etc. São
metáforas, símbolos. No entanto, apesar de ser comparado com um pai, Deus é Pai
em pessoa. Deus não é mãe mesmo quando é igual a uma mãe. Assim, não existe o
Deus Pai, Mãe, Filho e Espírito Santo. Isto é uma ideia do politicamente
correto, mas teologicamente errada. Da mesma forma, Deus não é Pai porque somos
pais. Nós somos pais porque Ele é Pai. É uma questão de ordem na igreja e na
família.
Assim é preciso deixar Deus ser Pai. É preciso deixar
o homem ser pai. O psicanalista francês Charles Melman numa edição da Veja
avisou: “Pela primeira vez na história a instituição familiar está
desaparecendo e as consequências são imprevisíveis”. Segundo Melman, a ausência
paterna no lar é a principal causa deste declínio. Para o psicanalista
brasileiro Rubens de Aguiar Maciel, o pai é uma figura fundamental no papel e
na sua função que tem para a personalidade da criança: “O papel de pai é mais
normativo, tem a ver com as obrigações morais que ele deve ter diante de sua
família. A função é algo mais profundo, diz respeito ao mundo interno da
criança, à sua personalidade, seu lado emocional". Por isto os dados do
Censo do IBGE 2010 preocupam quando afirmam que a quantidade de núcleos
familiares no Brasil que seguem o modelo tradicional, pai mãe e filhos,
representa menos da metade. Os números do Censo Escolar de 2009 já diziam que 5
milhões de estudantes não têm paternidade reconhecida na certidão de
nascimento.
Evidentemente que não basta ser um pai presente. Têm
pais que estão juntos e matam os filhos. Por isto a ordem do Pai dos pais:
“Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem
irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os
ensinamentos cristãos” (Efésios 6.4).”
Após estas palavras do colega Marcos, concluo convidando
a todos para que creiam em Jesus e relembrem o que está escrito em João 1.12: “Porém alguns creram nele, e a estes ele deu
o direito de se tornarem filhos de Deus” - se somos filhos por meio da fé, cremos
que somos disciplinados para o nosso
próprio bem, sem um paternalismo inconsequente. Por outro lado temos reservado,
por causa da bondade do Pai, a herança maior, que é a vida eterna.
Pastor Ismar Pinz
Comunidade Cristo Redentor, Três Vendas, Pelotas, RS.
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