O rei Momo é para ser apenas uma figura do carnaval, mas de certa forma, cabe refletir se estamos ou não estamos sob o seu reinado.
O pastor Marcos Schmidt, de Novo Hamburgo, escreveu um texto onde revela as origens do tal Momo e alguns comparativos com Jesus.
Segundo a mitologia grega, o rei Momo foi expulso do mundo dos deuses para ser “o príncipe dos loucos”. A missão do Momo era apenas uma: zombar, zoar dos outros, debochar, fazer bulling.
Apesar de ser mito, parece ter lógica, pois no Carnaval se anuncia alegria e festa, mas depois, bem se sabe, a loucura dos embriagados vira motivo de deboche, de acidentes, doenças sexuais, da gravidez indesejada, violências, da dor de cabeça do final da festa, da dor dos problemas que apenas se avolumaram!
No meio desta loucura começou a Quaresma – festa sem brilho popular que lembra o Deus que não foi expulso, mas que desceu voluntariamente do céu! Lembra o Deus que veio não para zombar dos humanos, mas para ser zombado e restaurar a legítima glória. Se o Momo é o rei dos loucos, diz a Bíblia que Cristo na cruz é “loucura” para os que estão se perdendo, mas para os que estão sendo salvos, é poder de Deus (1 Co 1.18).
Na verdade, o Filho de Deus é o único espetáculo que merece estar na avenida. E os seguidores dele têm motivos de sobra para pular de alegria e aceitar o convite: Louvem o Senhor com pandeiros e danças (Salmo 150.4).
Mas antes da alegria vêm as cinzas e este tempo da Quaresma. No Carnaval é o contrário, primeiro a alegria depois a tristeza. “Cinzas” apontam para a brevidade das glórias terrenas, e simbolizam arrependimento e mudança de vida conforme a vontade de Deus. Assim, Quaresma é a oportunidade para trocar de rei – do Momo para Jesus, pois felizes são os que não se juntam com os que zombam do que é sagrado (Salmo 1).
Pastor Ismar L. Pinz
ismarpinz@yahoo.com.br
Comunidade Cristo Redentor (Três Vendas)
Um comentário:
Parabéns pelo texto Pastor Ismar!
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