O Estudante de jornalismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Vinícius Conrad , envia texto ao site falando sobre a falta de lixeiras no perímetro urbano. Confira:
Salve, salve leitores. Com licença, mas, como mais um estudante de Jornalismo natural de Canguçu, utilizarei o espaço dos amigos Diego Vilela e Augusto Pinz. Através do Canguçu OnLine e Canguçu em Foco, farei um apelo em nome de várias pessoas.
Mais uma vez, aproveitei o feriado para visitar Canguçu. Além de rumar para "terrinha" para rever a família, a possibilidade de festejar e me reunir com grandes amigos que assim como eu, estiveram na cidade “passeando” com o mesmo objetivo, geraram algumas analises coletivas sobre pontos importantes que parecem ou estão, esquecidos pelos governantes.
Normalmente as minhas passagens pela cidade são rápidas. No máximo, final de semana. Porém, desta vez, fiquei de quarta-feira até domingo. Como a maioria dos amigos que reencontrei também mora em outras cidades para estudar, foram muitos encontros já que tínhamos muita conversa para colocar em dia e alguns deles, aconteceram no "calçadão" apreciando o néctar dos pampas: o chimarrão. E lá estávamos nós: rindo, brincando e relembrando momentos vividos na Princesa dos Tapes. Alguns mantêm sua rotina no local, outros, sempre que possível rumam para cidade, mas todos, sem dúvidas, apaixonados por Canguçu. Antes de criticar, louvável a iniciativa da academia ao ar livre. Mas...
Infelizmente, como diria o ditado popular, "nem tudo são flores". Uma cidade que tem potencial para ser referência no Estado e busca reconhecimento turístico precisa investir em alguns itens que no meu ponto de vista, na época em que vivemos, deviam ser obrigatórios, já que o custo, perto dos investimentos que tenho acompanhado, chega ser pífio. Tão simples que acreditamos que após esse apelo, seja solucionado.
Sem mais delongas. Chega ser lamentável você precisar utilizar uma lixeira e as poucas que existem estarem danificadas. Árvores podem ser contadas nos dedos. Obviamente que a população tem sua culpa. Pode até ser que tenham estragado com o tempo. Mas, a maioria das lixeiras estão visivelmente depredadas. Só que, segundo os que residem no local, é um problema crônico que vêm sendo deixado de lado pelos governantes. Realmente, no Carnaval já estava assim. Enquanto isso, o site oficial da prefeitura anuncia que a Secretaria Municipal de Planejamento, Meio ambiente e Urbanismo planeja ações em escolas para escolher o mascote que irá divulgar a importância da reciclagem. Boa ação. Mas e o Centro, a imagem que passa aos turistas? E a população? Onde deposita o lixo que será selecionado e futuramente, utilizado na reciclagem? Inclusive, que lixo é aquele espalhado na entrada do novo e promissor “mirante”. Ficou lindo. Mas ao fazer a curva da entrada, todo aquele lixo. Mas isso é outra coisa. Nosso apelo é para as lixeiras. Investimento pequeno e retorno garantido!
Peço humildemente aos responsáveis, em nome de várias pessoas, que esses transtornos sejam solucionados. Que sejam planejadas campanhas de conscientização ou que melhorem a segurança, mas continuar praticamente sem "condições" de colocar um papel na lixeira vai na contramão dos princípios que uma cidade que procura destaque na rota turística regional. A relevância da limpeza urbana é enorme. Além de deixar a cidade limpa e bonita, também a deixa mais segura contra doenças causadas por animais, enchentes e etc.
Um grande abraço de um canguçuense que se orgulha em ter nascido na terra do gaúcho que carregou o pavilhão tricolor na instalação da República Rio-Grandense em Piratini, no dia 6 de novembro de 1836, Joaquim Teixeira Nunes, o Coronel Gavião, considerado pelo general Tasso Fragoso como "a maior lança farrapa", e que se tornou célebres no comando do Corpo de Lanceiros Negros Farroupilhas, personagem abordado com grandeza e simpatia na minissérie A Casa das Sete Mulheres.
Convido vocês, para juntos: lutar e comprovar que somos um povo fera!

11 comentários:
Vinícius, concordo com quase tudo o que dissestes,embora saiba que é fácil vir aqui e apontar falhas, e essa, uma falha primária e reinvidicação antiga da comunidade: simples lixeiras.
Só peço que não relembres esse lema ridículo e que envergonhja Canguçu, embora sendo só uma metáfora. Somos Canguçuenses e não somos feras.
Somo, sim, pessoas que lutam como os habitantes de muitas outras cidades do país.
Ser fera nos aproxima do primitivo e tentamos esquecer que esse lema já fez parte de folders e otros.
Nada pessoal, mas sair de Canguçu é fácil, o difícil e construir por aqui.
De qualquer modo espero que as autoridades, que nos chamaram grosseiramente de fera, atendam ao teu pedido que também é nosso.
abraços.
É inaceitável ver uma cidade tão linda no qual gostamos e nos orgulhamos tanto tendo esse pequeno, porém grave problema.
Espero que tanto a prefeitura tome alguma atitude como também boa parte da população crie a noção de como Canguçu poderia ser ainda mais bela do que já é, se fosse realmente cuidada como merece.
Não adianta reclamar que Canguçu não tem empresas, emprego e faculdade, se ela não tem estrutura capaz de servir tudo isto.
Portanto, estou junto com o Vinícius e Convido vocês, para juntos: lutar e comprovar que somos um povo fera!
mas o slogan dos 150 anos de Canguçu não foi: Canguçu, este povo é fera/?????????????????
Tinha escrito bastante coisas e deu problema no envio do comentário.
Novamente, vamos lá:
Prezado "anônimo". Primeiramente, não entendo motivo de se esconder. Se existem tantos problemas. Identifique-se e cobre soluções. É o dever e o morador tem direito.
Como citasse no teu comentário. O povo canguçuense é um povo que luta como todo brasileiro. Acredito que pelo fato do interior ser muito forte e por grande parte de minha família ter moradias em distritos distantes da zona urbana, respeito e reconheço imensamente essa garra do povo. Inclusive, segue de inspiração na busca dos meus objetivos pessoais.
Porém, não acho que ao me referir ao povo fera seja um desrespeito. Inclusive, gosto. A identificação remete ao histórico da cidade, o nome da cidade, a ligação com a "fera" e com a até então, "CanguSSu".
Gosto tanto de Canguçu que cumpro meu dever de cidadão na cidade que nasci. Faço questão de em todas eleições participar do pleito na cidade e escolher os representantes do povo. Inclusive, os amigos que citei, também fazem o mesmo. Sempre é mais uma oportunidade de nos encontrarmos.
Por isso, acredito que através do meu apelo publicado, o poder público resolva o constrangimento que como relatasse e pode dizer com maior autoridade que eu, já que vives na cidade, é uma solicitação antiga.
Em nenhum momento pensei criar polêmica. Quero somente e exclusivamente contribuir com a tão querida Canguçu.
Grande abraço para você e aos demais que de alguma forma chegaram no relato.
Infelizmente um pequeno grupo de pessoas,se é que da pra se chamar de pessoa,mais parecendo animais,tudo que se faz eles destroem,se colocar lixeiras acontece exatamente o que se vê,tudo destruido.Precisamos nos concientizar que temos que cuidar da nossa Cidade,temos que fazer a nossa parte e denunciar os vândalos,de nada adianta o poder público fazer se no dia seguinte é tudo destruido,é desperdício de dinheiro público,é fácil apontar defeitos,difícil é ajudar a corrigir.Acredito que com a união de todos nós só assim seja possivel termos a Cidade que sonhamos.
Obrigado ao futuro jornalista por preocupar-se com 'nossa Canguçu' já q Pelotas, onde escolheu para morar, é tão limpinhaaaaa! Não é mesmo?
Muito fácil vir apontar o q já sabemos e lutamos! O q não falta é pedido e cobrança dos cidadãos que aqui moram. Só espero q só pq o cara é turista, amanhã ou depois, qdo as autoridades criarem vergonha na cara, e atenderem nosso pedido, os créditos não fiquem além fronteira, pois aqui é assim, Santo de Casa não faz milagres! kkk
o primeiro comentario é ridiculo, saiu totalmente do foco da matéria! Parabéns Vinicius por te preocupar com nossa amada cidade! Isso mostra q a juventude precisa cobrar e deve ser ouvida! e somos fera sim!!!!!!
Concordo com o magrão escreveu, cidade sem lixeiras é lamentável, sorte que a cidade não é plana como Pelotas, senão estariam os boeiros entupidos e as enchentes seria inevitáveis, mas só por ser cheias de lombas, não significa que o lixo possa ficar acumulado no chão.
O Vinicius observou bem um dos problemas da cidade.
Claro, cada um enxerga onde lhe aperta, no caso 'turista', como eu ja fui ha algum tempo, mais exatamente de 1994 até 2010, neste periodo visitava a cidade com frequencia. Acho que ver as lixeiras é algo louvavel, mas para os turistas, porque para quem vive aqui não é facil conviver com quedas de luz, problemas de natureza diversas em infra estrutura para atrair investimentos, conviver com uma câmara de vereadores e governo municipal que não se mexe para dar a estrutura necessária a cidade para atrair empresas. Não acho que somos fera, alias, o 'publicitário' que criou este lema devia estar em um dia ruim de inspiração. Mais direito temos nós de reclamar porque vivemos aqui, investimos aqui e não simplesmente sentamos no centro para colocar latas na lixeira.
Pequenas cidades da Serra, como Flores da Cunha, pequena mesmo, são lindas, bem estruturadas e atrativas, canguçu se parece em alguns aspectos com diversas cidades da serra gaucha, morros, ladeiras, clima frio, ruas estreitas, uma cidade aconchegante, mas ainda falha em sua pretensão de se tornar referencia turistica, aliás, estamos anos luz aquém deste sonho.
Problema da educação da população? Claro, de uma parcela. Problema político? Certamente e disso não ha como fugir. Nosso povo é trabalhador, feliz e dedicado, porém no intervalo de 94 até 2010 não vi canguçu avançar rumo a algum lugar, salvo algumas ruas abertas, sem calçamento, e o que se vê são muitas casas novas em lugares onde antes não havia nada, porém isso é merito de quem junta dinheiro e constrói, nao do poder publico. Infelizmente, em quase 20 anos que estive fora, canguçu permanece sendo piada dos proprios moradores, dos jovens que dizem repetidamente no twitter que canguçu é terra de fofoqueiros, de gente atrasada, que aqui não tem nada e que não se faz nada nem em atrativos, nem em divertimento. Infalizmente, em parte, é verdade.
pior que foi né. que horror
oh vivnicius npos somos descendentes de indios, portuguesesespanhois.... mas de FERAS, não, tche.
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