NOVANET

Vida Plena

Gordices da KÁ

27 dezembro 2010

Cuidado com a saúde sua família


Nestes últimos dias, véspera de natal e ano novo, nosso município tem sido inundado por uma maré de produtos de origem animal clandestinos.
Apenas nos últimos 30 dias 4 frigoríficos de inspeção municipal foram interditados por problemas no seu abate, tais como: violação de lacre, abate sem inspeção e falsificação de carimbo de inspeção. Além disto, semana passada, foram apreendidos e inutilizados 1440 Kg de carne ovina, 660 Kg de carne bovina e 100 Kg de carne suína sem inspeção, fora de temperatura, sem condições de higiene e com possível falsificação de carimbo de inspeção, estes produtos oriundos de nosso município, estavam em trânsito para Pelotas e foram apreendidos em uma barreira da SEAPPA/RS (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio), a informação completa pode ser visualizada na página da SEAPPA – www.seapa.rs.gov.br
Todo animal destinado ao abate para consumo humano passa por uma série de práticas, para assegurar qualidade e sanidade para o consumidor.
Abaixo o falso carimbo
O trânsito dos animais para o frigorífico só é realizado acompanhado de uma GTA (guia de trânsito animal), documento este que comprova a origem dos animais e que o produtor está em dia com suas obrigações junto a Inspetoria Veterinária e Zootécnica do município (vacinação contra febre aftosa, vacinação contra brucelose, declaração anual de rebanho, etc...).
Antes do abate os animais são inspecionados pelo serviço oficial competente (municipal – SIM, estadual – CISPOA ou federal - SIF) – os produtos de estabelecimentos SIM só podem ser comercializados no município onde foram produzidos, já os CISPOA – podem ser comercializados em todo o estado do RS e os do SIF em todo território nacional e para exportações – durante o abate são feitas práticas para assegurar a qualidade do produto e manter a qualidade sanitária deste. São inspecionados gânglios e órgãos para a pesquisa de doenças (zoonoses – doenças que podem afetar humanos e animais), tais como: tuberculose, brucelose, cisticercose, salmonelose, entre outras, além de uma série de práticas higiênicas para garantir um produto inócuo ao consumidor.
Após o término do abate, as carcaças sadias são carimbadas e etiquetadas com a identificação do estabelecimento, data de produção e validade. Este carimbo normalmente é redondo e traz informações como: INSPECIONADO – SIM, CISPOA ou SIF Nº TAL.
É imprescindível, portanto, sempre que formos adquirir produtos de origem animal, nos certificar que este produto foi produzido em estabelecimento com inspeção municipal, estadual ou federal (SIM, CISPOA ou SIF, respectivamente), com temperatura adequada (até 7ºC para bovinos, ovinos e suínos e 5ºC para aves) e dentro do prazo de validade.
Cobre sempre identificação do local onde o produto foi adquirido (Qual o frigorífico que veio esta carne?), cobre sobre a temperatura, desconfie de guisados que já estão prontos no balcão (deve, por lei, ser feito na hora), cortes em bandejas com pouca validade e carcaças com carimbo que não pode ser identificado (borrado).
Inutilização com Creolina.
Há também em nosso município uma enxurrada de açougues e casas de carnes fabricando clandestinamente embutidos. A manipulação de produtos cárneos para a produção de embutidos só pode ser realizada em locais adequados e autorizados para este fim. Desconfie sempre de embutidos...estes contém sobras de carnes, nervos, gordura e sempre muita pimenta e salitre, condimentos estes que disfarçam a baixa qualidade da matéria-prima utilizada para esta produção.
Lembre-se sempre comprando carne sem inspeção você pode estar fomentando o abigeato, e o pior, você pode estar colocando em risco a saúde de sua família.

Maiores informações ou denúncias podem ser obtidas/realizadas na Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Canguçu, telefone (53)32521129 ou pelo e-mail: ivz-cangucu@seapa.rs.gov.br ou junto a Secretaria da Agricultura Municipal, telefone (53)32529542.

Com informações de Msc Francisco José Otto Coelho

Médico Veterinário - Mestre em Produção Animal
CRMV 08087 Dept° de Produção Animal SEAPPA/RS

3 comentários:

Anônimo disse...

Acho válido o alerta,só não intendo porque nunca é dado a identificação dos inflatores,acho que fica ruim,pro comercio que vende esses tipos de alimento em quetão,pois assim ficam todos sobre suspeita.(o melhor é dar nome aos bois.)a população saberá de quem se cuidar e não farão injustiça.a população agradece.

Anônimo disse...

Olha eu sinceramente não entendo tanta gente passando fome e esse monte de carne é inutilizada.
Olha, até concordo com a fiscalização mas porque não fazem uma análise do produto e aquele que se encontra em condições seja direcionado a entidades ou doado as comunidadeds carentes.
Pensem nisso.

Anônimo disse...

Como cuidar da saúde se não sei quais foram os infratores? Sabendo quem foi posso questionar o mercado onde compro, agora escondendo os nomes fica díficil!