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13 setembro 2010

Os suplentes de senador: você pode eleger um deles!

Figura pouco visível nas campanhas ao Senado, o suplente é um personagem que o eleitor só deverá se lembrar se o titular sair de campo. Só para recapitular: cada candidato a senador indica um primeiro e um segundo suplentes, que poderão substituí-lo caso fique impossibilitado de realizar suas atividades parlamentares. É um "pacote fechado", ao contrário do que ocorre, por exemplo, no caso do deputado (federal ou estadual), que conquista a suplência pelo voto direto da população. E mais um lembrete: este ano serão eleitos dois senadores por Estado, o que significa a escolha automática de quatro suplentes. Por isso, vale a pena conhecer quem são eles. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 20 que participam da chapa de 10 candidatos.

Neste ano, há figuras muito conhecidas da política gaúcha ocupando postos na suplência. Um dos casos mais notórios é o do ex-vice-governador Antonio Hohlfeldt, que participa da chapa do seu ex-governador Germano Rigotto (PMDB). Outro exemplo é o ex-chefe da Casa Civil da governadora Yeda Crusius, o tucano José Alberto Wenzel, que acompanha Ana Amélia Lemos (PP).

Na candidatura de Paulo Paim (PT), os escolhidos são de abrangência mais regionalizada. Mas, no que se refere às três principais candidaturas, os suplentes fazem parte da estratégia de campanha ao Senado e, de certa forma, já cumprem a suplência na corrida eleitoral. Em outras palavras, eles representam seus respectivos candidatos em diferentes eventos. E fazem campanha.


Wenzel e Márcio Turra estão com Ana Mélia

José Wenzel (PSDB) chegou a colocar seu nome à disposição para concorrer ao Senado pelo PSDB. "Mas depois compreendi que era preciso dar força a um nome", afirma. Por isso, aceitou o posto de primeiro suplente de Ana Amélia Lemos (PP). Wenzel acredita que sua experiência no governo de Yeda Crusius e no de Germano Rigotto (onde foi secretário do Meio Ambiente) irá auxiliar a candidata, se ela for eleita. Já Márcio Turra, que foi indicado a segundo suplente, participa pela primeira vez de uma corrida eleitoral. Mas assegura que não é nenhum novato no meio. "Faço política há 30 anos, pois acompanho a trajetória do meu pai, Francisco Turra (PP). Pretendo ser um suplente ativo. Quero ser elo do gabinete de Ana Amélia com as demandas locais ", assegura. Wenzel e Turra representam a candidata onde ela não pode ir.

Rigotto conta com Lídia Hohfeldt, novamente

A socióloga feminista Lícia Peres (PDT), a primeira suplente do ex-governador Germano Rigotto (PMDB), tem uma longa trajetória na luta pelos direitos humanos e, mais especificamente, das mulheres. Ela é viúva do jornalista e vice-prefeito de Porto Alegre Glênio Peres. Lícia afirma que Rigotto representará uma renovação no Senado e dará uma atenção maior aos direitos da mulher. "Entendi esse convite como um foco na questão feminina", explica. O ex-vice-governador de Rigotto, Antonio Hohlfeldt (PMDB), ocupa a segunda suplência. Ele esclarece que a segunda suplência foi sua opção, pois estava muito envolvido com as atividades de professor universitário. Se Rigotto conquistar uma cadeira, Hohlfeldt propõe que os suplentes o auxiliem com uma atuação de retaguarda. "Acredito que nós poderemos qualificar o mandato dele."

Paim ganha reforço na Serra e nas Missões

Os dois nomes que acompanham o senador petista Paulo Paim não são conhecidos em todo o Estado. Mas, assim como os demais adversários, atuam na campanha. A vereadora Veridiana Tonini, que é filiada ao PT desde 2004, está cobrindo uma região que vai de Passo Fundo à Serra Gaúcha. Sobre a possibilidade de susbtituir Paim eventualmente, se apressa em dizer que seu mandato seria construído coletivamente. "É quase impossível substituir um senador como Paim", elogia. Gilberto Corazza, por sua vez, cumpre roteiro na região das Missões, Fronteira Noroeste, Celeiro Noroeste Colonial e Altos da Serra do Botucaraí. Ele explica que a ideia é dar uma nova dimensão ao mandato de Paim. "Queremos que Paim também seja o senador da agricultura familiar, da economia solidária, do pleno emprego e do novo pacto federativo", afirma.

Os outros candidatos

Veja abaixo quem são os demais candidatos ao Senado na eleição deste ano no Rio Grande do Sul e quem são os e seus respectivos suplentes:

Candidata - Abgail Pereira (PCdoB)
Seus suplentes
Jaime Basso (PT) - Metalúrgico e siderúrgico, 46 anos
Eloede Conzatti (PT) - Vereadora, 59 anos

Candidata - Berna Menezes (PSOL)
Seus suplentes
Andrea Ferreira (PSOL) - Servidora pública, 49 anos
João Ezequiel (PSOL) - Servidor público municipal, 38 anos

Candidato - José Schneider (PMN)
Seus suplentes
João Toledo (Zumbatoledo) (PMN) - Promotor de eventos, 49 anos
Sergio Schneider (PMN) - Autônomo, 53 anos

Candidato - Luiz Carlos Lucas (PSOL)
Seus suplentes
Elfrido Bergmann (PSOL) - Servidor público aposentado, 55 anos
Sérgio Pinto (PSOL) - Servidor público estadual, 61 anos

Candidato - Professor Marcos Monteiro (PV)
Seus suplentes
José Araújo (PV) - Contador, 69 anos
Valmir Rodrigues da Silva (PV) - Escritor e crítico, 45 anos

Candidato - Roberto Gross (PTC)
Seus suplentes
Rubia Nara Pacheco Vack (PTC) - Psicóloga, 53 anos
Ademir Rodrigues (PTC) - Motorista de ônibus e vans, 51 anos

Candidata - Vera Guasso (PSTU)
Seus suplentes
Adelar Cansi (PSTU) - Advogado, 48 anos
Alda Olivier (PSTU) - Servidora pública civil aposentada, 59 anos

Hoje, 17 suplementes atuam no Senado

Atualmente, das 81 cadeiras do Senado, 17 são ocupadas por suplentes. Este número já foi um pouco maior. No início de novembro do ano passado, a organização não-governamental Contas Abertas detectou que havia 19. A pequena redução se deve, em parte, pelo retorno dos titulares, que antes ocupavam cargos no governo federal. Caso de Edison Lobão (PMDB-MG), que era ministro de Minas e Energia, e de Hélio Costa (PMDB-MG), que estava à frente do Ministério das Comunicações e concorre a governador em Minas.

Fonte: Jornal NH

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