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20 julho 2010

Cursos de Bovinocultura Leiteira garantem sustentabilidade do produtor

Em um período onde o preço do leite pago ao produtor encontra-se abaixo do esperado, a solução para garantir a sustentabilidade da propriedade pode estar na qualificação e profissionalização. Para tanto, a Emater/RS-Ascar, a Cosulati e a Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocerg) estão realizando, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Curso de Bovinocultura Leiteira no Centro de Qualificação Profissional da Emater (Cetac) em Canguçu.

O curso acontece no próximo dia 9 de agosto e se estende até dia 13. Para os cooperativados será sem, basta procurar a Emater/RS-Ascar e a Cosulati para efetivar a inscrição. Para este ano estão previstos ainda outros seis cursos de bovinocultura leiteira.

Desde a inauguração do Cetac, 2,8 mil pessoas já participaram do curso. Nele, o agricultor recebe informações sobre o mercado, alimentação, sanidade, reprodução, higiene, qualidade do leite, ordenha, criação correta de terneiras e gerenciamento da propriedade. O retorno é imediato: em cerca de 15 dias os primeiros resultados já são observados.

Mara Saalfeld, extensionista da Emater/RS-Ascar, afirma que não é o preço pago pelo litro do leite que dá sustentabilidade à atividade, e sim o custo de produção. “O produtor precisa de profissionalização, aprender a produzir mais com menor custo. Obter uma maior quantidade de leite por vaca para a partir disso obter o lucro.”

Leite - Em 2010, o aumento do preço do leite aconteceu fora de época, de fevereiro a março e a partir do mês de junho, começou a diminuir. Hoje, eles vão de R$ 1,26 a R$ 1,29 nos postos de vendas, o que acabou refletindo nos valores recebidos pelo produtor. O período “vazio” na produção de leite acontece quando diminuem as pastagens de verão e nativas e as cultivadas ainda não desenvolveram, com menos disponibilidade alimentar. Ocorre a diminuição da produção e consequente aumento do preço do leite.

Segundo Mara, o grande aumento do preço em fevereiro acabou baixando o consumo do leite, com a consequente queda na procura, o valor pago pelo litro despencou para que o consumidor continuasse a adquirir o produto. Outro fator importante é a entrada de leite em pó da Argentina e do Uruguai a preços mais baixos. “O comércio está importando leite a R$ 5.632,00 a tonelada, bem abaixo do que era comercializado. Temos muita oferta e em conseqüência disso, o preço baixou”, diz Mara.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional Pelotas
Jornalista Patrícia Strelow
Estagiária Gabriela Gidi

Um comentário:

Anônimo disse...

por que não colocaram o preço que pagam ao produtor, e, o frete, que é descontado do produtor também!
já não colocaram o preço por que é uma mixaria!