Políticos, agentes da segurança pública e comunidade participaram de audiência pública.
Fotos: Augusto Pinz
União. Esta é a palavra que define a conjunção de esforços para melhorar a segurança pública em Canguçu. O consenso em torno da idéia foi referendado após a Audiência Pública realizada no Herval – 2° distrito de Canguçu, na manhã desta sexta-feira (21).
Mudanças nas leis, cobrar dos deputados federais estas mudanças, e dar mais condições de serviço para a Brigada Militar e a Polícia Civil. Estes temas pautaram as discussões promovidas pela Câmara de Vereadores de Canguçu, em sessão presidida pelo vereador Wendel Vilela (PTB) e com presença dos demais vereadores.
Para participar do ato a Câmara enviou quase 600 convites para diversas autoridades das mais diversas áreas. Infelizmente muitos não estiveram presentes e foram cobrados por isso, como o Ministério Público e representante da Secretaria Estadual da Segurança.
Entre os presentes estavam o Comandante do CRPO Sul Cel. Flávio Lopes, o Comandante do 4°BPM Ten.Cel. Eliseu Vedana, o comandante da BM em Canguçu Capitão Renan, o delegado Gilmar Mesquita, o presidente da Câmara de Vereadores de Arroio do Padre Ruinei Lerm, a vice-prefeita Mariza Eslabão (PP) e o deputado estadual Pedro Pereira (PSDB).
Como em outras reuniões sobre o mesmo assunto, a falta de efetivo no policiamento foi apontada como o fator principal para o combate ao crime. O delegado Gilmar Mesquita informou que está perdendo dois policiais e um escrivão nos próximos dias, e que se fossem recolocados quatro novos policiais já seria possível diminuir até 50% dos casos. Ele também disse que de 2008 para cá apenas dois casos foram resolvidos. “Fico envergonhado de dar este dado mas é a pura realidade”, disse.
O Coronel Flávio Lopes (BM) - foto acima - disse que ficou surpreso com um número relativamente insignificante de casos em Canguçu perto de outros municípios, em relação a criminalidade. “Apesar de tudo vocês estão bem aqui em relação a maioria dos locais”, disse. Ele lembrou que Canguçu recebeu 11 brigadianos e ainda irá receber mais dois. “É a primeira vez que estamos tendo uma efetiva reposição de efetivo”, lembrou, fazendo referencia a contratação de mais de 3000 novos militares pelo governo gaúcho. Ele também falou sobre a questão das reclamações sobre multas de trânsito. Para ele se o cidadão evitar problemas no trânsito o policial fica livre para atuar contra o crime e que se não agir efetuando as autuações pode ser enquadrado como prevaricação.
Outro ponto apontado pelo Coronel foi em relação aos veículos recebidos pela polícia através do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), enviadas através do Ministério da Segurança. Ele disse que as viaturas não servem para o policiamento no interior, e que tem manutenção muito cara e freqüente. O tenente Coronel Vedana lembrou que a impunidade é o fator principal. “O Polícial prende e os vagabundos ficam no máximo 10 dias presos. As vezes saem no mesmo dia. Precisamos mudar as leis. É um trabalho conjunto entre Polícia, Justiça, Legislativo”, disse. Ele lembrou que o ano eleitoral é o momento de cobrar dos candidatos mudanças na legislação penal que é de 1940.
Comunidade teve espaço para relatar os problemas enfrentados com furtos na Zona Rural.
De certo ficou que a Brigada irá realizar patrulhas na região e em outras localidades do município buscando coibir os furtos no interior. A operação já começa na próxima segunda-feira com as patrulhas rurais. Também será marcada uma reunião em Porto Alegre, na próxima semana, com representantes da Secretaria da Segurança para pedir efetivo para a Polícia Civil.




2 comentários:
Aeee ta ótimo ver policiais nas ruas da cidade finalmente, por mim esta super aprovado.
sempre a mesmo conversa nao existe pessoal para trabalhar,chegou PM agora nao tem na civil,PM prende e a civil solta na hora.
Postar um comentário