No momento em que os partidos fazem acertos públicos e não tão públicos assim para lançar suas candidaturas ao Governo do Estado, o Partido Democrata Trabalhista (PDT) deu, na semana passada, um sinal que preocupou seus dirigentes e também colocou de orelha em pé os demais partidos: há descontentamento e insatisfação com as decisões tomadas pelas cúpulas, em muitos casos, desprezando seus próprios seguidores.
O PDT teve em Leonel Brizola o seu nome maior, um caudilho que foi governador do Estado e do Rio de Janeiro, uma liderança forte e capaz de aglutinar à sua volta seguidores fiéis. Hoje carente de lideranças expressivas, tomou a decisão, por sua cúpula, em Porto Alegre, de apoiar José Fogaça, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, num acerto que lhe dará, por mais de dois anos, a prefeitura de Porto Alegre e a vitrine que considera necessária para voltar ter força no Estado.
Um bom número de prefeitos do interior revoltou-se contra o que considerou uma decisão precipitada, já que alguns gostariam de apoiar Tarso Genro, do Partido dos Trabalhadores, ou Yeda Crusius, do Partido da Social Democracia Brasileira. Infelizmente, não é de hoje que o Rio Grande do Sul é dividido entre a capital e o interior. E como é na capital que os poderes maiores estão localizados, acabam desprezando uma significativa parcela das lideranças.
Embora, ao que tudo indique, os panos quentes já funcionaram para abafar o levante, ficou o alerta: futuras negociações precisam ser mais abertas e contemplar as demais áreas onde também a tradição política é forte e de onde, historicamente, saíram as maiores lideranças que este Estado já teve. O PDT quis fazer um negócio apressado pensando no quanto lucraria em fazer uma chapa forte com o PMDB, mas o jeito como fez foi capaz de chamuscar lideranças e criar um atrito desnecessário especialmente com os prefeitos, que são aqueles que arregimentam a mão de obra necessária para uma campanha eleitoral. É um bom sinal: se o PDT não aprendeu, tenho certeza de que outros tomaram nota e em negociações próximas vão pensar duas vezes e ampliar as consultas antes de qualquer decisão mais abrangente.
O PDT teve em Leonel Brizola o seu nome maior, um caudilho que foi governador do Estado e do Rio de Janeiro, uma liderança forte e capaz de aglutinar à sua volta seguidores fiéis. Hoje carente de lideranças expressivas, tomou a decisão, por sua cúpula, em Porto Alegre, de apoiar José Fogaça, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, num acerto que lhe dará, por mais de dois anos, a prefeitura de Porto Alegre e a vitrine que considera necessária para voltar ter força no Estado.
Um bom número de prefeitos do interior revoltou-se contra o que considerou uma decisão precipitada, já que alguns gostariam de apoiar Tarso Genro, do Partido dos Trabalhadores, ou Yeda Crusius, do Partido da Social Democracia Brasileira. Infelizmente, não é de hoje que o Rio Grande do Sul é dividido entre a capital e o interior. E como é na capital que os poderes maiores estão localizados, acabam desprezando uma significativa parcela das lideranças.
Embora, ao que tudo indique, os panos quentes já funcionaram para abafar o levante, ficou o alerta: futuras negociações precisam ser mais abertas e contemplar as demais áreas onde também a tradição política é forte e de onde, historicamente, saíram as maiores lideranças que este Estado já teve. O PDT quis fazer um negócio apressado pensando no quanto lucraria em fazer uma chapa forte com o PMDB, mas o jeito como fez foi capaz de chamuscar lideranças e criar um atrito desnecessário especialmente com os prefeitos, que são aqueles que arregimentam a mão de obra necessária para uma campanha eleitoral. É um bom sinal: se o PDT não aprendeu, tenho certeza de que outros tomaram nota e em negociações próximas vão pensar duas vezes e ampliar as consultas antes de qualquer decisão mais abrangente.
Colaboração: Professor Manoel Jesus - http://manoeljesus.blogspot.com/
2 comentários:
Essa forma de apoiar e se coligar com partidos de várias siglas, ainda irá acabar com ideologias e razões pelas quais as pessoas juntam-se para formar um partido político! Nos dias de hoje é só barganhas e posições tomadas em prol de seu próprio umbigo (cúpula maior). Talvez seja por isso que as pessoas estão votando muito mais nas pessoas do que seguindo um partido. Vejamos: PP apoiará para presidência Dilma (PT), já aqui no estado tudo leva crer que apoiará Yeda (PSDB), quando em Canguçu - PP e PSDB vivem as turras e demonstram uma rivalidade acima da média! Onde está o sentido? Já imaginaram Mariza e Pedro Pereira no mesmo palanque?
O PDT esta certo vai levar a prefeitura de Porto Alegre de graça, e se PMDB perder a eleição ficará ver navios, por que o eleitor votou no Fogaça para prefeito e cumprir com mandato.
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