NOVANET

Vida Plena

Gordices da KÁ

28 janeiro 2010

SE EU PUDER FAZER ALGUMA COISA

Num certo bairro da nossa cidade, uma casa foi destruída por um incêndio. Algumas peças de roupa e poucos móveis foi tudo o que o dono da casa conseguiu salvar. Nada mais. Aquela família precisava praticamente de tudo para recomeçar a vida. Um dos vizinhos se aproximou e parou diante da casa, agora um monte de cinzas, de onde saía muita fumaça e virou-se para seu amigo de muitos anos e falou: "Se eu puder fazer alguma coisa, diga-me." E logo a seguir virou as costas e voltou para sua casa. Outros vizinhos começaram a aparecer, mas ao invés de perguntar o que podiam fazer, trouxeram camas, colchões, travesseiros, alimentos, panelas, toalhas, roupas.

Esse incêndio nos faz pensar em nossas atitudes. A primeira carta de Pedro, capítulo 4, versículo 8, nos fala dos deveres dos cristãos para com os outros. Ela diz: “Acima de tudo, amem sinceramente uns aos outros...”. Pedro enfatiza que o amor é uma virtude suprema. O apóstolo João também escreveu a respeito: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” (1João 4.19). Isto significa que Deus age em nossa vida nos amando e por causa desse amor de Deus querermos para os outros, aquilo que desejamos para nós mesmos.

"SE EU PUDER FAZER ALGUMA COISA” não é a frase mais indicada. A verdadeira misericórdia não apenas fala, mas faz alguma coisa. O verdadeiro amor de Deus, que ele próprio demonstrou ao enviar o seu Filho para salvar os pecadores, é demonstrado aos outros através das nossas atitudes. Palavras bonitas e rebuscadas podem embelezar acordes musicais ou os livros de poesia. Mas apenas a prática de tais palavras podem fazer a diferença neste mundo de sofrimento em que vivemos.

O Senhor Jesus Cristo espera de nós mais do que meras palavras de misericórdia. O amor de Jesus por nós nos faz estender a mão e ajudar. Afinal de contas, os necessitados não comem e vestem só no natal, no inverno ou em datas especiais.

Pense nisso: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” (1 João 4.19). A partir disso, que tal levar um Kg de comida, uma peça de roupa, um colchão, travesseiro, lençóis, cobertores, um pacote de fraldas, etc, para os necessitados da sua igreja, dos hospitais, das casas de ajuda: orfanatos, asilos, albergues, abrigos? Que tal se perguntar: o que posso fazer pelos necessitados das enchentes ou da tragédia do Haiti?

Deus quando viu a miséria da humanidade não ficou apenas sentindo pena, desceu dos céus e veio pisar neste mundo tão cheio de enchentes, terremotos, guerras e tragédias. Veio e deu a vida pelos sofredores. Bendito exemplo!

Texto de Adelar Munieweg
Enviado por Ismar Pinz – ismarpinz@yahoo.com.br

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