CONDIÇÕES ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO | O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, na terça-feira (7), uma lista de 169 novos empregadores, incluídos no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão.
A lista é divulgada semestralmente pelo ministério, com a finalidade de dar visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Atualmente, a lista subiu para 613 nomes. Isso representa um aumento de 6,28% em relação a atualização anterior.
Entre os nomes incluídos está a montadora chinesa BYD, instalada no complexo fabril em Camaçari, na Bahia, no antigo complexo industrial da Ford. De acordo com inspeções feitas de dezembro de 2024 a maio de 2025, a investigação concluiu que a montadora chinesa teve responsabilidade direta pela vinda irregular dos 471 trabalhadores chineses ao Brasil, incluindo os 163 resgatados em condições análogas à de escravidão, para atuar nas obras de construção de sua unidade industrial.
Em janeiro deste ano, a BYD fechou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no valor de R$ 40 milhões.
Já Amado Batista, cantor e empresário do ramo do agronegócio, teve o nome incluído pelo Ministério do Trabalho e Emprego, após fiscalizações de 2024. Ele foi autuado por condições análogas à escravidão, em dois sítios, com jornadas exaustivas e alojamentos precários.
De acordo com a assessoria do artista, após a fiscalização, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho, e as obrigações trabalhistas já foram quitadas.
Confira mais detalhes no site da Agência Brasil: https://trk.ebc.com.br/djLD8.
📸 MTE/Arquivo
Descrição da imagem: foto colorida mostra um alojamento da BYD, alvo de operação do MTE, em 2024. O título da reportagem está na parte inferior da foto "Amado Batista e BYD são incluídos na "lista suja" do trabalho escravo".

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