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12 março 2014

Canguçu é o 6º polo ervateiro do estado

O Rio Grande do Sul conta, a partir desta quarta-feira (12), com seis polos ervateiros. O ato instituindo o Polo Sul foi assinado nesta manhã em Canguçu pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi. O município, que conta com mais de 15 mil estabelecimentos rurais, tem 67% da população residente no interior e, no início do século XX, foi o maior produtor de erva-mate do Estado. 
Secretário Mainardi (E) esteve em Canguçu para lançamento do polo.
Foto: Augusto Pinz

Em 2011, foi implantada a Câmara Setorial da Erva-mate. A partir de então, com a organizaçãoMaido setor, foram criados o Fundomate e o Ibramate. Conforme Mainardi, essas não foram simples ações de governo e sim políticas públicas de Estado. "Pela primeira vez, o Estado assumiu a responsabilidade de organizar a cadeia produtiva e avançamos de tal forma que hoje podemos dizer que, ao encerrar um trabalho de três anos, conseguimos aproximar o produtor da indústria e organizar o setor", afirmou. 

Nesse novo Polo Ervateiro, que tem Canguçu como sede, será possível utilizar recursos do Ibramate para desenvolver projetos, identificar plantas de qualidade, criar uma estrutura de produção de mudas, oferecer assistência técnica para adoção de manejo adequado e organizar uma política regional do Polo Ervateiro. "Até agora, eram cinco polos ervateiros, cada região com a sua particularidade, mas nenhuma teve a oportunidade de trabalhar do zero com uma perspectiva de mercado futuro como aqui na Região Sul", salientou Mainardi. 

Na ocasião, o coordenador do Polo, Sergio Pasa, destacou que a iniciativa representa para o município de Canguçu e para a região ervateira do sul do Estado uma nova atividade. "Além de resgatar a história dessa árvore símbolo do Rio Grande e provar que a região já foi uma grande produtora, agora os produtores terão uma nova alternativa de renda". 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canguçu, Pedro Adão Schiavon, também lembrou a tradição da região na produção de erva-mate e que muitas mudas e sementes de árvores nativas que deram origem a outros polos saíram do município. "Houve uma época em que até times de futebol da região levavam no nome marcas de erva-mate. Essa nova arrancada também resgata a história de Canguçu". 

Já o secretário executivo do Fundomate e representante do Ibramate, Valdir Zonin, salientou que apenas cinco câmaras setorias estavam organizadas em 2011. Hoje, são 19, uma prova do comprometimento da secretaria com os setores produtivos. "A primeira iniciativa do polo será selecionar as melhores plantas para construir viveiros que vão garantir a qualidade da erva-mate produzida na região. Estamos proporcionando outra opção de renda para os produtores e, para isso, é preciso plantar mudas de qualidade para garantir o consumo futuro. O município também pode virar um polo industrial, o que é mais uma alternativa", explicou Zonin. 

O prefeito de Canguçu, Gerson Nunes, destacou a importância da organização do polo para atrair indústrias, trazer resultados financeiros para os produtores e contribuir para o desenvolvimento do Estado. "Não é um incentivo a uma monocultura, mas sim uma possibilidade de diversificação das propriedades e aumento da renda. Que aconteça como foi com a cultura do fumo, que foi introduzida e hoje o nosso município é o segundo maior produtor do país. Vamos somar esforços para desenvolver essa alternativa aqui em Canguçu". 

O sexto Polo Ervateiro do RS tem início com a participação de 14 municípios da Região Sul, sendo eles Canguçu, Pelotas, Piratini, Arroio do Padre, São Lourenço do Sul, Cristal, Camaquã, Amaral Ferrador, Pedras Altas, Herval, Pinheiro Machado, Dom Feliciano, Santana da Boa Vista e Morro Redondo. 

Mais renda para o produtor 
Na ocasião, Mainardi ainda defendeu que o trabalho da Secretaria da Agricultura nos últimos três anos em concentrar esforços para melhorar a relação dos produtores com a indústria e fazer prospecções de mercado, além de pensar formas de viabilizar renda ao produtor, aumento da produção de alimentos e, desse modo, contribuir com a economia do Rio Grande. 

Segundo o secretário, o Estado e o Governo Federal têm feito a sua parte, levando em consideração a cultura de cada região para propor alternativas. "Por isso, trabalhamos sob uma perspectiva de integração de culturas através dos programas para irrigação, modernização da agropecuária e para secagem e armazenagem de grãos nas propriedades. Ter uma visão global do Rio Grande do Sul é compreender a complexidade da atividade agropecuária", completou. 

Polos existentes 
Os polos que já existem são os do Planalto e Missões, Alto Uruguai, Nordeste Gaúcho, Alto Taquari e Vale do Taquari.

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